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Brasília

Inscrições para Conselho de Direitos da Mulher do DF terminam neste sábado

Entidades da sociedade civil competem por vagas no colegiado que monitora políticas públicas para mulheres no Distrito Federal

Redação Jornal de Brasília

24/02/2026 15h12

foto secretaria da mulher divulgação (2)

Foto: Divulgação/SMDF

As inscrições para o processo seletivo que definirá as entidades da sociedade civil com assento no Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM-DF) terminam neste sábado (28). Serão escolhidas 13 organizações titulares e cinco para cadastro reserva, para o próximo biênio.

O CDM-DF é composto por 26 integrantes, sendo metade do poder público e metade da sociedade civil, e atua na formulação, acompanhamento e deliberação de políticas voltadas às mulheres, como o enfrentamento à violência, a promoção da autonomia econômica e a garantia de direitos. Vinculado à Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), o conselho serve como instância permanente de articulação entre governo e sociedade.

Para a secretária da Mulher e presidente do CDM-DF, Giselle Ferreira, a renovação das entidades fortalece o caráter decisório do colegiado. “O conselho é deliberativo. Muitas políticas surgiram do diálogo com quem está na ponta. Quando levamos dados e indicadores ao debate, as decisões deixam de ser genéricas e passam a ter base concreta, alinhada à realidade das mulheres em cada região”, afirma.

Podem participar entidades com pelo menos dois anos de atuação comprovada na defesa dos direitos das mulheres e ações desenvolvidas em, no mínimo, duas regiões administrativas. O edital assegura diversidade de representação, contemplando organizações que atuem com mulheres negras, indígenas, quilombolas, ciganas, povos tradicionais, com deficiência, idosas e LGBTQIAPN+. “Ainda existem demandas que não aparecem com a força necessária. Quando essas mulheres não estão representadas, as políticas também não alcançam todas. O conselho precisa refletir essa pluralidade”, pontua Giselle Ferreira.

As entidades eleitas participarão de sessões ordinárias e extraordinárias, integrarão comissões técnicas, relatarão matérias, proporão encaminhamentos e acompanharão a implementação das políticas públicas. Representante do Instituto Reciclando o Futuro no último biênio, Diullini Santos destaca que o colegiado combina construção e fiscalização. “A gente ajuda a desenhar as políticas e acompanha se estão chegando às mulheres em situação de vulnerabilidade. É um espaço de proposição e de cobrança. Se algo não funciona, o conselho leva a demanda para ajuste”, diz. Segundo ela, integrar o CDM-DF exige comprometimento ativo.

No último biênio, o conselho atualizou o regimento interno, realizou reuniões itinerantes em regiões administrativas e coordenou a V Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres, além das etapas regionais e da participação na conferência nacional.

As entidades habilitadas passarão por etapa de votação, devendo atender aos critérios, apresentar documentação comprobatória e mobilizar apoio entre as organizações participantes. “A entidade precisa se inscrever, apresentar sua trajetória e buscar votos. É um espaço que influencia diretamente as políticas públicas para as mulheres no DF”, reforça Giselle Ferreira. As informações foram retiradas da Agência Brasília.

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