A Infraero intalou ontem (9) duas redes de náilon para conter o tráfego de aves no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Este ano já foram registrados 11 acidentes envolvendo aves e aviões.
As redes apanharão Carcarás, sale Quero-Queros e Curiacas, moradores das matas da regão próxima à segunda pista do aeroporto, inaugurada há três anos. O Ibama estima que uma centena de pássaros vivem nas áreas verdes próximas à pista.
A intenção é previnir que a população dessas aves cresca demais e cause acidentes mais graves. Por enquanto, as colisões causaram apenas atrasos em vôos e danos à fuselagem de aeronaves.
Os pássaros capturados pelas redes de proteção serão encaminhados, a princípio, para o Centro de Estudo de Animais Silvestre, na Floresta Nacional. Uma vez no local, o Ibama irá decidir onde as aves serão soltas novamente.
A instalação das redes foi feita com supervisão do Ibama e o monitoramento será feito de hora em hora por funcionários da Infraero. Outra maneira encontrada para afugentar as aves foi reduzir o número de árvores frutíferas próxima a segunda pista.
O aeroporto de Brasília nunca tinha sofrido com a presença de aves antes da construção da segunda pista. A hipótese levantada é que a grama plantada na àrea aumentou o número de insetos na região.