O Superior Tribunal de Justiça já tem informações sobre a quebra de sigilos bancário e fiscal de alguns citados no inquérito nº 650. O Banco Central e a Receita Federal do Brasil fizeram um levantamento e repassaram detalhes minuciosos, conforme determinação do ministro Fernando Gonçalves. Mas, apesar de o processo não tramitar em segredo de Justiça, os dados são sigilosos.
Embora o despacho do ministro não tenha fixado prazo para que o Banco Central e a Receita repassassem os levantamentos sobre os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos em suposto esquema de corrupção no GDF, os órgãos atenderam rapidamente a determinação. Considerado trâmite normal, o prazo utilizado de praxe na Casa é de 15 dias, podendo ser renovado por igual período. Ou seja, mesmo que os técnicos que realizaram esse levantamento tivessem qualquer tipo de dificuldade, já haveria tempo hábil para que os dados fossem entregues ao STJ. Na busca de provas para consolidar as denúncias feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, os representantes do STJ, Ministério Público Federal e Polícia Federal utilizam todos os recursos.
O inquérito que tramita no STJ ainda está na sua primeira fase, que é a de levantamento de informações. Os investigados só passam a ser considerados réus caso existam provas consistentes de corrupção (objeto de denúncia), sendo contudo, aberto um processo penal.
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