Soraya Sobreira
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Mais de 34% dos usuários de drogas atendidos nas unidades da Secretaria de Saúde (SES) são menores de idade. Um dado preocupante, uma vez que não há investimento em políticas públicas suficiente para este público.
Desde setembro de 2011, mais de 89 mil pacientes com envolvimento com o crack e outras drogas foram atendidos, sendo mais de 30 mil menores de 18 anos. Após um ano do lançamento do Plano de Enfrentamento ao Crack, do GDF, o acompanhamento voltado especificamente a crianças e adolescentes com transtornos provocados por essas substâncias ainda é feito pela única unidade de tratamento, o Adolescentro.
O plano é desenvolvido pela Secretaria de Justiça, com participação de 15 órgãos. “O modelo é bom, mas necessita de grandes investimentos.
O governo deveria investir mais em profissionais do campo da psicologia, ou mesmo em profissionais aptos a compreender de forma integral e humanizada estas pessoas e seus familiares.
Não basta abrir novos centros de Atendimento Psicossocial (Caps), se as pessoas não são verdadeiramente acolhidas e apoiadas”, considera Eliana Mendonça Vilar, doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de Brasília (UnB).
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