Dois meses após a inauguração do Taguaparque, localizado no Pistão Norte de Taguatinga, o centro de lazer e entretenimento ainda sofre com a ação de vândalos. Os banheiros estão sem portas, sujos e outros sem torneira. A falta de papel higiênico também é um problema. Brinquedos no parque estão quebrados e muitas das das reclamações são quanto à falta de estrutura, gramado e sombras.
Tony Guimarães e os dois filhos se mudaram para Taguatinga há pouco. Ao visitarem o Taguaparque pela primeira vez, em companhia de amigos da família de Henrique Campos, perceberam alguns problemas. “Aqui faltam pontos para tomar água durante o percurso da caminhada e os banheiros também são poucos”, reclama. Os fios de alta tensão que passam pelo parque também são apontados pelo funcionário público. As crianças que acompanham Tony e Henrique reclamam das quadras de futebol, que falta areia e estavam molhadas. Além disso, pedem por lanchonetes e quiosques para tomar água de coco.
O parque conta com duas casas com dois banheiros femininos, dois masculinos e um para deficientes. Uma logo na entrada, e outra mais distante. Na primeira, os banheiros não têm papéis higiênicos, e tanto o masculino quanto o para deficientes físicos, tiveram as portas arrancadas. “Acho um absurdo o estado destes banheiros. Fazem um parque e as pessoas não dão valor e não têm educação. Nem posso usar o banheiro com meu filho porque ficamos expostos, sem porta”, ressalta Francisco França, servidor público.
Limpeza
Logo mais embaixo, na segunda casa com banheiros, as mulheres que o utilizam sofrem com a falta de torneiras nos lavabos e papéis. “Costumo vir aqui e sempre tem papel. Hoje já não tem e nem torneira. As pessoas não colaboram com o parque”, diz Eni Gomes dos Santos, servidora pública, que conta que da outra vez que foi ao Taguaparque os banheiros estavam sujos.
Mesmo com todas as reclamações, os moradores de Taguatinga e regiões próximas não deixam de frequentar o parque para caminhar, passear, brincar com os filhos e até fazer exercícios físicos. Renato Gontijo é militar do Corpo de Bombeiros e nos dias de folga vai até o Taguaparque praticar exercícios. “O que falta por aqui é zelo. Deveria ter mais pessoas fixas para trabalharem em prol da manutenção do parque. Tem que ter consciência do usuário também. É uma questão cultural e de educação. Ainda mais que Taguatinga nunca teve um espaço como este.”
A professora Ellen Guedes reclama sobre os brinquedos do parque, onde em um deles a sobrinha prendeu a perna porque uma das tábuas quebrou. “Os brinquedos deveriam ter uma manutenção. Além disso, não tem escoamento de água, quando chove alaga tudo”, diz.
Carlos Alberto Barbosa, substituto do administrador que está viajando, explica que não depende só deles para manter o parque. Segundo ele, os visitantes precisam ter consciência e não degradar o parque. “Sempre colocamos papéis higiênicos nos banheiros e muitos roubam. Colocamos portas e quebram. Existem pedidos para mais banheiros e para colocar quiosques. Esperamos a licitação”, explica. Ele revela que comprou torneiras para subistituir as quebradas e portas mais reforçadas para os banheiros. Além disso, os brinquedos serão arrumados.