O número de inadimplentes do Distrito Federal cresceu 2,14% em agosto de 2015, se comparado com o mesmo período do ano anterior, de acordo com levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF) e SPC Brasil. O dado fica abaixo da média nacional, que foi 4,86%, mas, preocupa o Varejo.
O número de inadimplentes tem variações sequenciais: julho (0,40%), junho (0,23%), maio (1,16%), abril (1,43%), março (1,53%), fevereiro (2,19%), janeiro (2,72%). “Isso significa que os brasilienses pagaram contas entre janeiro, fevereiro e março que são as tradicionais de IPTU, IPVA, materiais escolares e passaram a reduzir os gastos, freando a economia”, destaca o presidente da CDL-DF, Álvaro Silveira Júnior.
O presidente explica que o reflexo do desgoverno atinge todas as classes sociais e todo o Varejo. “O aumento excessivo de itens básicos como água e luz tem deixado a conta das famílias e dos empreendedores no vermelho. É necessário que haja uma política de corte de gastos pois o brasileiro não consegue mais pagar contas do governo, são aumentos para todos os lados”.
O reflexo da inflação, do aumento de impostos e das concessionárias de água e energia levaram o DF a um novo patamar de dívidas em atraso. O número cresceu 4,66%, em relação a agosto de 2014. A média nacional foi de 6,28%.
Cada consumidor inadimplente tinha em média 2,195 dívidas em atraso. Esse número ficou acima da média nacional registrada no mês (2,128 dívidas) e maior que a registrada em julho (2,158 dívidas).