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Brasília

Imunização gratuita para vírus respiratório

Arquivo Geral

09/08/2014 8h30

Bebês prematuros, crianças com menos de dois anos de idade e portadores de doenças cardíacas e pulmonares congênitas fazem parte de um grupo de risco quando o assunto é a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que ocorre entre os meses de março e setembro. O problema, no entanto, começou a ser controlado a partir deste ano, com a imunização gratuita realizada em todo o País durante os sete meses, o que antes só acontecia em poucos estados brasileiros. 

Específica

A iniciativa, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Renato Kfouri, é válida apenas para os pacientes que se encontram nessas condições específicas. Isso porque a infecção por VSR em crianças mais velhas ou adultos em condições normais de saúde pode ser confundida com um simples resfriado, o que não exige a imunização devido aos sintomas leves. 

“Diferentemente de outros vírus, como os responsáveis pela catapora, sarampo e caxumba, que se manifestam  uma única vez durante a vida, o VSR pode afetar várias vezes o organismo, sendo a primeira exposição a mais grave, já que o corpo ainda não possui defesa”, afirma.

 No grupo de risco,  o vírus é responsável pelo aparecimento de doenças nas vias respiratórias superiores, o que inclui infecção no nariz, garganta, traqueia, bronquíolos (bronquiolite) e pulmões. 

“Além disso, de todos os bebês infectados pelo vírus, 30% terão problemas a longo prazo, como crises de chiado repetidas e asma. A infecção pelo VSR é um problema sério e de saúde pública. Por isso, é fundamental que as famílias apostem na prevenção”, completa Renato Kfouri. 

Criança prematura salva
 
A imunização contra o VSR, provavelmente, salvou a vida de Larissa, de 5 anos, que nasceu prematura extrema e pesando meio quilo. Para a mãe da criança, a administradora Adriana Quaiatti, 46, o combate ao vírus é de fundamental importância nesses casos. Segundo ela, a filha nunca apresentou algum tipo de problema respiratório ou doença mais grave. “É preciso alertar os pais quanto a existência do VRS e, principalmente, a forma de prevenção.
 
A Larissa passou um tempo internada na UTI por ser prematura, mas se recuperou sem grandes complicações e, hoje, é uma criança saudável”, conta ela, ressaltando a preocupação diante da facilidade com que o vírus é transmitido pelo contato de uma pessoa com a outra, o que aumenta o número de casos dentro da maternidade.
 
Saiba mais
 
A infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), em bebês prematuros, com cardiopatia  congênita ou broncodisplasia pulmonar, pode, inclusive, ser fatal. Diante disso, médicos e pesquisadores estimam que a taxa de mortalidade, em decorrência do VSR, é de cerca de 5%.
 
Atualmente, estima-se que cerca de 10,5% dos nascimentos no Brasil ocorrem antes do período considerado normal, que é a partir de 37 semanas, e essa porcentagem cresce a cada ano, segundo estudos. Além disso, os bebês prematuros têm três vezes mais risco de serem hospitalizados em decorrência do VSR do que um bebê nascido a termo, pesando mais de 2,5 quilos.
 
 

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