Bebês prematuros, crianças com menos de dois anos de idade e portadores de doenças cardíacas e pulmonares congênitas fazem parte de um grupo de risco quando o assunto é a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que ocorre entre os meses de março e setembro. O problema, no entanto, começou a ser controlado a partir deste ano, com a imunização gratuita realizada em todo o País durante os sete meses, o que antes só acontecia em poucos estados brasileiros.
Específica
A iniciativa, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Renato Kfouri, é válida apenas para os pacientes que se encontram nessas condições específicas. Isso porque a infecção por VSR em crianças mais velhas ou adultos em condições normais de saúde pode ser confundida com um simples resfriado, o que não exige a imunização devido aos sintomas leves.
“Diferentemente de outros vírus, como os responsáveis pela catapora, sarampo e caxumba, que se manifestam uma única vez durante a vida, o VSR pode afetar várias vezes o organismo, sendo a primeira exposição a mais grave, já que o corpo ainda não possui defesa”, afirma.
No grupo de risco, o vírus é responsável pelo aparecimento de doenças nas vias respiratórias superiores, o que inclui infecção no nariz, garganta, traqueia, bronquíolos (bronquiolite) e pulmões.
“Além disso, de todos os bebês infectados pelo vírus, 30% terão problemas a longo prazo, como crises de chiado repetidas e asma. A infecção pelo VSR é um problema sério e de saúde pública. Por isso, é fundamental que as famílias apostem na prevenção”, completa Renato Kfouri.