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Brasília

Imobiliária é condenada a indenizar moradora com apartamento furtado por suposto comprador

Segundo o colegiado, a condenação da ré quanto aos danos morais, arbitrada pela 1ª instância no valor de R$ 3 mil seguiu mantida

Marcus Eduardo Pereira

12/02/2021 18h57

Atualizada 16/02/2021 2h58

Uma Imobiliária foi condenada pela 2ª Turma Cível do TJDFT, a pagar indenização por danos morais a uma moradora de um condomínio de Águas Claras. De acordo com a ação, a mulher teve seu apartamento arrombado e itens furtados por um suposto cliente da empresa, com acesso ao prédio para visitar um imóvel disponível para locação.

A autora conta que o fato aconteceu em dezembro de 2018, e que as imagens de segurança do edifício mostram a ação criminosa do indivíduo, que arrombou a porta do seu apartamento e furtou jóias e bijuterias de sua propriedade. Afirma que a ré entregou ao autor do crime as chaves do apartamento vizinho, que estava para alugar, sem adotar as devidas cautelas, como, por exemplo, exigir os dados completos do visitante.

Considera, ainda, que a empresa que presta serviços de portaria ao condomínio agiu de forma negligente, pois também não realizou o devido contrato de ingresso de visitantes no local. E, por fim, defende a culpa do condomínio, pois não fiscalizou os atos da imobiliária e nem da prestadora de serviços terceirizados.

A imobiliária ré, por sua vez, afirma que a segurança e o zelo com o condomínio são deveres do condomínio e da terceirizada contratada por ele. Além disso, acrescentou que a imobiliária não é responsável por imóveis vizinhos aos que administra, reforça que houve culpa exclusiva de terceiro e que a autora não provou a existência dos itens furtados.

Segundo o colegiado, a condenação da ré quanto aos danos morais, arbitrada pela 1ª instância no valor de R$ 3 mil seguiu mantida. Segundo os desembargadores, o dano moral é decorrente do abalo à segurança, paz, sossego e intimidade da autora, que teve a sua casa arrombada, o que lhe causou sofrimento psíquico e emocional que não teria vivenciado caso a ré tivesse empregado as diligências e cuidados mínimos necessários para a realização da vistoria do apartamento que se encontrava sob a sua guarda. A decisão foi unânime.

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