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Brasília

Ibaneis deixa o governo durante missa no Palácio do Buriti

Celebração marcou fim do governo e contou com a presença de membros da atual gestão e membros do setor produtivo

Suzano Almeida

28/03/2026 11h43

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Foto: Suzano Almeida

O governador Ibaneis Rocha (MDB) deixou, neste sábado, a cadeira de chefe do Executivo do Distrito Federal. Uma missa de ação de graças e a desfraldação de sua foto, no Salão Branco do Palácio do Buriti, marcaram a despedida, após sete anos de gestão.

Acompanhado por sua esposa Mayara Noronha, secretários, administradores, apoiadores, deputados distritais e convidados, Ibaneis ficou ao lado dos filhos e dos secretários José Humberto e Gustavo Rocha.

Durante a celebração, o governador fez um balanço emocionado de sua trajetória. “Saio com a consciência tranquila do dever cumprido. Foram anos de muita luta, mas também de muitas conquistas para a nossa capital. Brasília hoje é um canteiro de obras e uma cidade mais justa para se viver”, afirmou Ibaneis.

A missa foi celebrada pelo arcebispo militar do Distrito Federal, dom Marconi. “Lembro-me do dia que ele foi me procurar, ainda com 2% de intenção de votos. Quando venceu, voltou. Começou o governo com Deus e termina com Deus”, recordou o religioso.

A primeira leitura foi feita pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha. Retirada do livro de Ezequiel, o texto falava da promessa de não divisão do povo de Israel e da chegada a uma terra prometida.

Ibaneis foi eleito pela primeira vez em 2018, em um momento de alta dos chamados “candidatos outsiders”. Vindo das fileiras da Ordem dos Advogados (OAB), ele venceu nomes tradicionais da política local, como o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Alberto Fraga (PL) e Eliana Pedrosa (União).

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Foto: Suzano Almeida

Sobre sua entrada na política, Ibaneis destacou: “Muitos não acreditavam que um advogado, sem tradição política familiar, pudesse chegar aqui. Mas o povo do Distrito Federal nos deu essa oportunidade e trabalhamos cada dia para honrá-la”.

Com uma gestão voltada para a realização de obras e nomeação de servidores, ele acabou reeleito em 2022 ainda no primeiro turno.

8 de Janeiro

Ainda nos primeiros dias de seu segundo mandato, um ato pró-Bolsonaro se tornou uma tentativa de golpe de Estado, com a invasão dos prédios na Praça dos Três Poderes, que terminou com a destruição das estruturas.

Ibaneis foi afastado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em seu lugar, assumiu a vice-governadora Celina Leão (PP). Ao retornar ao cargo, Ibaneis passou a delegar mais à sua suplente, a quem ele mesmo lançou como pré-candidata ao Governo do Distrito Federal em 2026.

Master

A partir de 2025, ele passou a sofrer com críticas à sua gestão, devido à morosidade em obras e a uma piora no atendimento à saúde. Entretanto, os ataques mais contundentes ocorreram por conta da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

A proposta chegou a ser aprovada pela base governista na Câmara Legislativa, porém foi vetada pelo Banco Central, que semanas depois decidiu liquidar a instituição de Daniel Vorcaro. Recentemente, ligações do escritório de advocacia de Ibaneis com Vorcaro acabaram atingindo a imagem do governador, que se viu envolvido em um dos mais contundentes escândalos financeiros do país.

Senado

Ibaneis Rocha deixa o cargo para disputar o Senado. O MDB, seu partido, ainda avalia alianças para dar sustentação à candidatura dele e de Celina Leão, que passa a ser a titular do Palácio do Buriti. Em suas palavras finais na cerimônia, ele reforçou seu compromisso futuro: “Agora sigo para um novo desafio, levando Brasília no coração e a vontade de continuar trabalhando pelo nosso povo, agora no Congresso Nacional”.

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