Por Caroline Purificação
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) reinaugurou nesta quinta-feira (12/02) o setor de Nefrologia da unidade de saúde. Segundo a Diretora de Serviços de Internação da Secretária de Saúde (SES-DF), Emanuelle Ferreira Pereira Lustosa, foi realizada a revitalização de todo o espaço. E com a ampliação, os atendimentos de hemodiálise passarão de 50 para 149 pacientes por mês.
“Fizemos uma revitalização de todo o espaço. Trabalhamos na pintura, na estrutura física, renovamos o parque tecnológico e substituímos todas as máquinas de hemodiálise. Também ampliamos os ambulatórios, fortalecemos o serviço de diálise peritoneal e trocamos o sistema de água. Agora contamos com um sistema de osmose ultrapura em duplo estágio, algo inédito na Secretaria de Saúde”, destacou a diretora.
A ação faz parte de um projeto do Governo do Distrito Federal que prevê esse investimento em todos os hospitais da rede pública que possuem o serviço de nefrologia. Na última quarta-feira (11/02) também foi inaugurada a ala de nefrologia do Hospital Regional do Gama (HRG), evento que contou com a presença da vice-governadora Celina Leão e do Secretário da Saúde Juracy Cavalcante.
Além dessas unidades, a população também encontra os serviços de nefrologia no Hospital Regional de Sobradinho, no Hospital Regional da Asa Norte, no Hospital de Base do Distrito Federal e no Hospital Regional de Santa Maria. Apesar da ampliação, a diretora Emanuelle reconheceu que ainda há fila de espera por hemodiálise na rede pública. Segundo ela, o principal impacto da medida será sentido na dinâmica dos leitos de UTI, já que muitos pacientes renais permanecem internados apenas para realizar o tratamento.

“Hoje, muitos pacientes fazem hemodiálise dentro da própria UTI e só podem sair quando há uma estrutura adequada fora dela. Com a ampliação das vagas, vamos conseguir retirar esse paciente da UTI, liberar o leito para quem está aguardando no pronto-socorro e melhorar o giro hospitalar. Isso significa mais acesso e mais qualidade na assistência”, explica.
Para os pacientes, o impacto é o aumento do número de vagas e o aumento da da melhoria na capacidade de atendimento desses pacientes. Por conta do parque tecnológico que foi todo renovado, o sistema de tratamento de água que é um dos melhores do Brasil também. Então, para a gente, que está aqui há muito tempo, é há muito tempo que a gente espera por isso.
Em relação ao perfil dos pacientes atendidos no local, o médico Gladson Paiva, Responsável Técnico Administrativo de Nefrologia, comenta: “o perfil dos pacientes do HRT é diferente. São pessoas que não são elegíveis para tratamento em clínicas conveniadas. São pacientes muito debilitados, que precisam de transporte especializado e de um suporte mais próximo, hospitalar. Muitas vezes acabam internando ou apresentando outras complicações, então o hospital precisa dar esse respaldo”.
O médico também enfatizou a importância da ampliação para melhorar as condições de trabalho da equipe médica do hospital. “Essa ampliação traz uma condição de trabalho muito mais favorável. Era algo que nós sempre solicitávamos. A equipe sempre teve vontade de trabalhar, mas faltavam condições adequadas”, finalizou.

Thalita Rassi, diretora do HRT, também esteve presente no evento e mencionou o impacto da ampliação para a gestão da unidade: “com toda essa modernização o HRT consolida-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço de hemodiálise do Distrito Federal. Então é o maior orgulho fazer parte disso”.
A paciente Ana Selma Carvalho da Silva, de 35 anos, é moradora de Luziânia e faz tratamento no HRT. Ao Jornal de Brasília ela elogia a ampliação e conta que o espaço está mais acolhedor. “Como eu geralmente venho sozinha, é bom ter um espaço acolhedor aqui. Antes não era assim e tinha muitas máquinas quebradas”, comenta.


