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Brasília

HRSM realiza quase 13 mil atendimentos pediátricos no 1º semestre com foco na bronquiolite

Mais da metade dos atendimentos veio do Entorno Sul; cateter de alto fluxo evitou internações

Redação Jornal de Brasília

29/07/2025 19h14

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Os dados reforçam o papel regional do hospital, especialmente no tratamento da bronquiolite viral aguda | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF

Durante o primeiro semestre de 2025, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizou 12.888 atendimentos de emergência pediátrica, com foco no tratamento da bronquiolite viral aguda, condição que se intensifica no período de doenças respiratórias. Mais da metade dos pacientes (51,21%) veio do Entorno Sul, reforçando o papel regional da unidade de saúde.

Com uso de nova tecnologia, capacitação e apoio das UPAs, hospital reduziu pressão sobre UTI e melhorou resposta clínica.

Entre os procedimentos mais comuns realizados estão as punções de acesso venoso periférico (6.197) e coletas de secreções nasais e de garganta (2.686). A chefe de enfermagem do pronto-socorro infantil, Layana Lopes, destacou que a bronquiolite exige atenção constante. “A bronquiolite é uma doença complexa, e a criança é muito instável. Um atendimento eficaz depende de uma equipe preparada para identificar rapidamente as necessidades do paciente”, afirmou.

Uma das estratégias adotadas foi a incorporação do cateter nasal de alto fluxo (CNAF) em 2024. Com 183 profissionais capacitados em enfermagem, fisioterapia e medicina, a tecnologia trouxe resultados expressivos: dos 254 pacientes que utilizaram o CNAF, 77% apresentaram melhora clínica significativa, evitando a internação em UTI pediátrica.

A fisioterapia também teve papel decisivo no cuidado às crianças, como destacou Danielle Fontenele, chefe do serviço de saúde funcional do HRSM. “A antecipação do uso do cateter em Santa Maria foi primordial para enfrentarmos o período crítico com melhores condições”, afirmou.

O pediatra Fernando de Souza Martins ressaltou a evolução dos fluxos de atendimento ao longo das últimas sazonalidades. “Houve uma melhora absurda nos fluxos de atendimento. Isso se deve à dedicação da equipe e à constante atualização dos protocolos”, declarou. Já a pediatra Loren Abreu Nobre comentou o esforço da equipe durante o pico da doença: “Foi um período intenso, parecia que estávamos voltando da guerra. Mas saímos vitoriosos. Temos orgulho do time que formamos”.


Atendimento nas UPAs ajuda a desafogar hospitais

Outro fator importante no enfrentamento à bronquiolite foi o fortalecimento do atendimento pediátrico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Unidades de São Sebastião, Sobradinho, Recanto das Emas e Ceilândia passaram a contar com pediatras e estrutura adequada para receber crianças com sintomas respiratórios.

Entre janeiro e junho de 2025, essas unidades realizaram 33.475 atendimentos pediátricos. A médica Ana Carolina Gomes, que atua nas UPAs de São Sebastião e Sobradinho, comentou: “Essa iniciativa mudou o paradigma do atendimento pediátrico no DF. Com UPAs equipadas e equipes preparadas, conseguimos reduzir a pressão sobre os hospitais e oferecer assistência mais rápida, perto de casa”.


IgesDF debate estratégias para bronquiolite

Para aprimorar ainda mais a resposta à bronquiolite, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) realizou, na última segunda-feira (28), uma nova edição do projeto Educa em Ação. O encontro aconteceu no auditório do HRSM e reuniu profissionais de saúde da linha de frente.

A superintendente do hospital, Eliane Abreu, destacou a importância do planejamento e da integração com a rede de saúde regional. “Esse planejamento ultrapassa os muros da unidade. Trabalhamos com a região sul, em conjunto com o conselho de saúde, unidades básicas e demais partes interessadas. Nossa missão é antecipar os desafios”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasília

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