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Brasília

Hospital de Base faz balanço positivo do Sistema de Classificação de Risco

Arquivo Geral

04/02/2010 20h11

Nesta quinta-feira (4), o diretor do Hospital de Base (HBDF), Luiz Carlos Schiminn, fez um balanço positivo do primeiro mês de implantação do Sistema de Classificação de Risco da unidade. Com o novo sistema, o paciente do pronto socorro passa, antes da consulta, por uma avaliação prévia feita por um enfermeiro – para saber a gravidade e o risco da doença – e só depois é encaminhado ao médico.

 

Schimin explicou a necessidade da adoção do sistema pelo Hospital de Base, já que esta é uma Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde, além de ser um modelo aplicado em várias partes do mundo. Ele também ressaltou que a finalidade do Pronto Socorro (PS) do HBDF é atender a média e alta complexidade. “Queremos que o PS seja prioritário para os pacientes graves. Devemos criar essa cultura, este é nosso objetivo”, disse.

 

Desde a implantação do sistema, no dia 4 de janeiro, aproximadamente 16 mil pessoas foram atendidas no Base, sendo que 75% desses pacientes (10,2 mil) passaram pela classificação no período de um mês.

 

O novo sistema trouxe também um aumento significativo no número de consultas em relação ao ano anterior. Nos dez primeiros dias de janeiro, a média de atendimento por dia foi de 622 pacientes, o que representou um aumento de 4%.

 

Com base nesses dados, Schiminn explicou ainda que o sistema não veio diminuir o número de atendimentos, mas sim dar prioridade aos casos mais graves, que precisam ser atendidos com mais urgência. Ele comemorou o resultado do sistema de acolhimento e o aumento do número de horas da visitação, que passou de duas para seis horas.

 

O paciente José dos Santos, 48 anos, gostou da mudança. Ele recebeu cor vermelha, que significa urgência no PS. “Cheguei com fortes dores abdominais e fui diagnosticado com pedra nos rins. Rapidamente fui atendido e medicado. Agora estou bem melhor”, contou.

 

Os dados apresentados também mostraram que a maior parte dos pacientes que chegam ao PS do hospital não apresenta riscos. Apenas 2,1% receberam a cor vermelha, que representa risco de morte, 26% a cor amarela (atendimento prioritário), 54% a verde (menor gravidade) e 18% a cor azul (não grave).

 

Sistema de Classificação de Risco

Com a mudança, os usuários do Pronto Socorro do hospital, passarão, antes da consulta, por uma classificação de risco. Ao preencher a Guia de Atendimento (GAE), o paciente será avaliado por um enfermeiro que classificará o caso conforme o tamanho da gravidade e somente depois será encaminhado ao médico.

 

Essa classificação será conforme os sintomas do paciente. O enfermeiro indicará na GAE e por cores qual o atendimento apropriado para aquele caso.  A cor vermelha, recebida pelo paciente, significa estado grave, com risco de morte, e precisa receber atendimento médico imediato. A cor amarela indica a necessidade de atendimento médico prioritário e de cuidados especiais. O paciente classificado com a cor verde está em situação menos grave e, portanto, poderá aguardar o médico por ordem de chegada. E a cor azul indica um caso não grave, em que o paciente poderá esperar mais que o da cor verde ou dirigir-se a outra Regional ou Centro de Saúde

 

 

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