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Brasília

Hospital Cidade do Sol implanta sistema para rastrear medicamentos

Tecnologia do IgesDF usa dispositivos portáteis para leitura de códigos de barras, reduzindo erros e consumo de papel, com expansão para outras unidades de saúde.

Redação Jornal de Brasília

06/02/2026 16h47

farmacêutica hospitalar

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) implantou um sistema eletrônico no Hospital Cidade do Sol (HSol) para ampliar a rastreabilidade de medicamentos, reduzir o uso de papel e reforçar a segurança assistencial. A tecnologia moderniza a rotina das equipes e fortalece o controle dos insumos adquiridos com recursos públicos.

O sistema funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como PALM, utilizado para a leitura de códigos de barras nas embalagens de medicamentos e insumos. Esses códigos são gerados durante o processo de unitarização, adotado em todas as unidades geridas pelo IgesDF, garantindo identificação individual de cada item com informações precisas registradas em sistema.

Antes da implantação, a conferência dos medicamentos era manual, com registros em papel e checagens demoradas. Agora, a leitura dos códigos substitui anotações manuais e elimina impressões, tornando o processo mais rápido, seguro e sustentável. A estimativa é de economia diária de cerca de mil folhas de papel A4, reduzindo custos e impacto ambiental.

Segundo a superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Barbara Santos, o sistema automatiza a leitura de medicamentos, soros e seringas, substituindo conferências manuais e reduzindo riscos, garantindo que o paciente receba exatamente o prescrito.

O projeto foi desenvolvido no HSol, que atua como hospital modelo. O farmacêutico responsável técnico, Misael Silva da Silveira, explica que o sistema permite monitoramento, rastreabilidade e maior controle em todas as etapas da dispensação. A checagem e separação de medicamentos, que antes levavam entre uma hora e uma hora e meia quatro vezes ao dia, agora são concluídas em cerca de 30 minutos, liberando mais tempo para cuidados diretos ao paciente.

A farmacêutica hospitalar Carolinny da Silva Dantas detalha que o fluxo acessa o sistema eletrônico, filtra prescrições por horário e prepara medicamentos digitalmente, sem impressões. Em caso de divergência, um alerta é emitido automaticamente, evitando erros e garantindo kits individuais validados com nome, leito e data de nascimento do paciente.

Para a gerente do HSol, Julia Gurgel, a automatização reduz riscos de erro, otimiza o tempo das equipes e amplia a rastreabilidade, refletindo na qualidade do atendimento. Com resultados positivos, o IgesDF planeja implantar o sistema no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), seguido de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Barbara Santos conclui que a iniciativa reforça o compromisso com inovação, controle eficiente de insumos públicos e atendimento seguro à população.

*Com informações do IgesDF
*Com informações da Agência Brasília

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