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Brasília

Hospital Anchieta se pronuncia após investigação sobre 3 mortes na UTI em Taguatinga

O Hospital Anchieta afirmou que está colaborando de forma integral e irrestrita com as investigações conduzidas pela Polícia Civil

Redação Jornal de Brasília

19/01/2026 11h02

Foto: Divulgação

Daniel Xavier e Késia Alves
redacao@grupojbr.com

Após vir à tona a investigação sobre a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, a unidade se pronunciou e afirmou que instaurou apuração interna e colabora com as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (19), o Hospital Anchieta informou que foi criado um comitê interno de análise para conduzir uma investigação classificada como célere e rigorosa, concluída em menos de 20 dias. O Jornal de Brasília já havia revelado o caso com exclusividade.

Além disso, de acordo com o Anchieta, a apuração apontou indícios de envolvimento de ex-técnicos de enfermagem, que já haviam sido desligados da instituição antes da adoção das medidas judiciais. Com base nas evidências levantadas internamente, o próprio Hospital Anchieta solicitou a instauração de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão temporária dos investigados, cumprida nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Ainda de acordo com a nota, a direção da unidade informou que manteve contato com as famílias dos pacientes, prestando esclarecimentos de forma responsável e oferecendo acolhimento durante o processo. O hospital ressaltou que o caso tramita sob segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais sobre os fatos e a identificação dos envolvidos.

A instituição destacou que o sigilo judicial é fundamental para preservar a apuração, proteger as partes envolvidas e garantir o trabalho das autoridades competentes. O Hospital Anchieta afirmou ainda que está colaborando de forma integral e irrestrita com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Ao se posicionar também como vítima das ações atribuídas aos ex-funcionários, o hospital manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e reiterou o compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência institucional e o cumprimento da lei.

Leia a nota na íntegra:

“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.

Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça”.

Prisões e investigação

A PCDF informou que duas pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nos crimes e que três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO). A Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), já identificou que os investigados aplicavam injeções com substâncias consideradas letais, capazes de provocar parada cardíaca em poucos minutos. Em um dos casos, um dos suspeitos teria aplicado dez doses de desinfetante diretamente na veia da vítima.

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