Mariana Laboissiére
Perto do cinquentenário da capital do Brasil, a ser comemorado no mês que vem, o Sistema de Saúde Pública do Distrito Federal vive tempos conturbados. A crise política no DF atrasou investimentos para o setor e a epidemia da dengue colocou a população em alerta diante do perigo iminente. Como se não bastasse, à época de transtornos acarretados pela incidência da gripe suína, 10 mil pessoas deixaram de ser atendidas por ambulâncias e profissionais terceirizados após o escândalo que retirou a empresa Toesa dos quadros da Secretaria de Saúde do DF.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (Sindimédico-DF), Gutemberg Fialho, Brasília deixou de ser referência em diversas áreas de saúde, como era quando foi inaugurada, para mergulhar em um caos nos últimos cinco anos. “A destruição ocorreu a longo prazo, pois há ausência de uma política de valorização, no sentido de melhorar a qualidade da Rede, que está toda sucateada. Os próprios hospitais estão deteriorados”, pontua. “No setor privado ocorreu o contrário. Houve uma revolução fantástica em detrimento desses problemas envolvendo o serviço público”, reitera. Segundo ele, o Sindicato tem cobrado da Secretaria de Saúde, entre outras coisas, mais profissionais para atender a grande demanda e melhores condições de trabalho.
O secretário de Saúde, Joaquim Barros Neto, rebate as críticas. Segundo ele, o atendimento da Rede Pública é bom e a superlotação é uma questão de direcionamento de fluxo. “Estamos trabalhando para melhorar isso. Agora mesmo, em abril, vamos chamar 400 novos profissionais”, justifica.
Leia mais na edição desta quinta-feira (25), no Jornal de Brasília.