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Brasília

Hortos agroflorestais do DF recebem visita da ONU por iniciativa de segurança alimentar

Representantes da FAO elogiaram o projeto da Secretaria de Saúde como exemplo concreto de políticas de segurança alimentar e nutricional durante a 39ª Conferência Regional.

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 10h12

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Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: “A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de representantes do Comitê de Segurança Alimentar Mundial da FAO na última quinta-feira (5). A iniciativa ocorreu em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), despertando o interesse de autoridades estrangeiras.

O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos representam o exemplo procurado para apresentar ao mundo como ações concretas de políticas.

“Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas”, afirma Cirulli.

Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: “É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo”.

A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis).

Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília.

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