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Brasília

Horta transforma socioeducandos

Arquivo Geral

26/03/2010 9h46

Visando inicialmente formar uma oficina de horticultura orgânica, o Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras (Ciago), órgão da Secretaria de Justiça, gerou não apenas uma horta, mas um laboratório. Os meninos em atendimento especializado passaram a consumir o que plantam e adquirir conceitos de educação ambiental, desenvolvimento sustentável, reciclagem, compostagem, jardinagem, paisagismo e cuidados pessoais.

 
A instrutora, paisagista e estudante de gestão ambiental, Iracema Melo, além do adubo com minhoca, passou a utilizar o lixo produzido no refeitório, como as cascas das frutas, verduras, borras de café, casca de ovo e resíduos de pó de serragem para formar a compostagem orgânica. Com a terra preparada, a instrutora incentivou os adolescentes a plantarem em hortas tradicionais e em mandala.

 
 Lá, eles produzem uma variedade de hortaliças como alface, tomate, pimenta e cebolinha. Na área medicinal é possível encontrar manjericão, gengibre, erva cidreira, boldo do Chile e hortelã. Do pomar saem os sucos e sobremesas, a exemplo de acerola, pitanga, framboesa, caqui, manga e limão. Mas não para por aí. O paisagismo tornou-se um destaque com o cultivo de diversas flores como orquídea, capuchinha, amoréia e camarão amarelo que atraem os pássaros, tornando o ambiente mais alegre.

 
Dessa forma, encontrar soluções viáveis para resolver os maiores problemas e satisfazer as necessidades sem diminuir as possibilidades das gerações futuras é um dos conceitos de sustentabilidade do projeto de educação ambiental que está transformando os socioeducandos. De acordo com o diretor do Ciago, Aldi Roldão, esse projeto tem o aspecto terapêutico. “O contato com a terra, com o ciclo de vida da horta e da jardinagem desperta a necessidade de cuidar de si e dos outros. Essa oficina leva ao amadurecimento pessoal. Ao mesmo tempo em que exige disciplina, rotina também permite criatividade, inovação e desenvolvimento do senso de estética”, afirma Aldi Roldão.

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