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Brasília

Homem que matou companheira a pedradas por causa de cigarro é condenado a 14 anos de prisão

Arquivo Geral

25/07/2018 9h34

Imagem ilustrativa/Shutterstock

O Tribunal do Júri de Taguatinga condenou um homem identificado como Derisval Pereira Sampaio, a 14 anos de prisão. Ele é acusado de matar a companheira  Josefa Moreira dos Santos com duas pedradas na cabeça. A prisão é em regime inicial fechado, por homicídio qualificado por motivo fútil. A sessão de julgamento ocorreu na terça-feira (24).

Segundo o Tribunal de Justiça do DF, réu e vítima eram moradores de rua e viviam em união estável. O crime teria acontecido entre o dia 21 de abril de 2008 e 22 de abril de 2008, na Av. Elmo Serejo, altura do Estádio Serejão, em Taguatinga Norte.

No dia ocorrido, acusado e vítima, em companhia de terceiros, estavam em um córrego que fica próximo ao local do crime, todos se banhando e lavando roupas, oportunidade em que surgiu insignificante desentendimento entre o casal, culminando no homem desferir uma pedrada na cabeça da vítima, que desmaiou.

Quando a vítima retornou, queixando-se de dor de cabeça, o companheiro teria desferido outra pedrada, desta vez fatal. A motivação do crime teria sido desentendimento em torno de cigarro.

Em plenário, o MPDFT sustentou a acusação e pediu a condenação do acusado. A defesa, por sua vez, requereu a desclassificação do crime, e, subsidiariamente, absolvição por clemência, figura do homicídio privilegiado e exclusão da qualificadora. Reunidos para votação, os jurados acolheram integralmente a tese de acusação, votando afirmativamente aos quesitos da materialidade e da autoria.

Ao dosar a pena, o juiz considerou a atenuante da confissão espontânea e fixou a pena definitiva em 14 anos de prisão. O réu, que se encontra preso desde 2011, não terá direito a recorrer da sentença em liberdade.

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