Jéssica Antunes
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O corpo do analista de sistemas do Banco do Brasil morto em briga de vizinhos em Samambaia na noite de quinta-feira (7) será enterrado em Salvador. Adilson Santana, 36 anos, foi alvejado no tórax por um policial militar reformado após uma discussão pelo Whatsapp. Câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito sai correndo do elevador para o carro. Ele ainda não foi localizado.
Em entrevista ao Jornal de Brasília, a síndica do condomínio, Sandra Martins, 38, afirmou que outras discussões já aconteceram entre os envolvidos na confusão, mas nunca haviam chegado às vias de fato. “Foi intolerância”, acredita a mulher. Isso porque ela defende que a mancha que gerou o bate-boca em rede social foi feita por pombos, um problema antigo do conjunto de prédios.
Segundo testemunhas, houve troca de ofensas e provocações. “O policial subiu armado e teria sido recebido por socos. As esposas dos dois tentaram evitar a tragédia, trancando a porta e pedindo calma”, conta a síndica. Dez minutos depois do acontecido, Adilson já não tinha sinais vitais. Os bombeiros tentaram reanimá-lo por 45 minutos.
A família da vítima esteve no apartamento na manhã desta sexta-feira (8) para limpar e retirar objetos pessoais. O corpo deve ser levado para a capital baiana. A esposa e a filha, 3 meses, de Adilson estão na casa de parentes. “Ele era um típico baiano alegre e tranquilo, bastante participativo. É lamentável o que aconteceu. A gente jamais esperava que algo assim acontecesse ou uma reação dessas de um policial, que deveria ter mais preparo”, desabafa a síndica.
Fuga
A Polícia Civil realizou perícia no apartamento horas após o crime. Na manhã de sexta-feira, agentes buscaram imagens das câmeras de segurança que gravaram a fuga do suspeito. “Ele correu no sentido contrário a vaga. Ficou por cerca de um minuto atrás de uma pilastra, onde as câmeras não pegam. Depois foi para o carro e saiu”, descreve Sandra Martins. Nada foi encontrado no local onde ele ficou parado.
O homem não deve ser preso preventivamente. Durante a madrugada, a Justiça indeferiu o pedido feito pela Polícia Civil por não considerar urgente. Na tarde desta sexta-feira, o delegado da 26ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso, deve se pronunciar. Outro pedido de prisão deve ser feito.
Ouça áudios
- Adilson trabalhava no Banco do Brasil. Ela deixa a mulher e uma filha de três meses. Foto: Arquivo pessoal
- Vizinhos discutiram em um grupo destinado a moradores do prédio. Foto: Reprodução/WhatsApp
- Sujeira que teria irritado vizinho. Foto: Reprodução/WhatsApp
- Vizinhos ficaram assustados com o ocorrido
- Kleber Lima/Jornal de Brasília




