Robson Gonçalves de Souza, de 24 anos, preso na última quarta (1) por ser o principal suspeito da morte da adolescente Emilly Cristiny da Silva, de 14 anos, confessou. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta segunda (6).
Segundo a corporação, em depoimento, Robson disse que havia conhecido a jovem poucos dias antes do crime. No dia fatal, os dois estavam no Parque do Cortado, em Taguatinga Norte, na companhia de amigos. Com a justificativa de que faria um dread no cabelo da adolescente, ele a convidou para ir ao bambuzal do local. Chegando lá, de acordo com o suspeito, os dois tiveram relação sexual consentida. “Nesse momento, a vítima pediu para ele ejacular fora. Tomado de ódio, ele estrangulou a jovem. Com ela desacordada, abusou sexualmente e a amarrou”, detalhou o delegado.
Robson irá responder por estupro de vulnerável e homicídio por motivo torpe, além de asfixia.
Expectativa
Nessa sexta (3), familiares da vítima já haviam contado ao Jornal de Brasília sobre o depoimento. “Ele confessou. O delegado disse que ele confessou”, contou a tia de jovem, Lucineide Almeida, se referindo ao delegado responsável pelo caso, Daniel Gomes.
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Na ocasião, muito emocionada, Lucineide contou que, agora, os familiares se sentem mais confortados. “Essa dor não vai amenizar nunca, mas só de saber que ele está preso, já é um alívio”, desabafou.
Relembre o caso
Emilly foi encontrada morta no dia 18 de junho, no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga Norte, na QNF 24. Ao reconhecer o corpo, a tia da jovem revelou a reportagem do JBr. que a menina estava com vários sinais pelo corpo. “Machucaram muito, ela estava toda roxa. Braços, rosto. Me pergunto como alguém pode ser capaz de fazer isso com uma criança. E ela era tão pequenininha. Ela mal tinha seios e até os seios estavam machucados, mordidos”, lembra a dona de casa, que recorda ainda da alegria da jovem.
“Ela fazia amizade com todo mundo. Era doce, divertida e animada”, ressalta. De acordo com Lucineide, no dia em que desapareceu, Emilly avisou a avó, com quem morava na QNL 24, que iria à casa da prima gravar um vídeo.“As duas cantam e a Emilly toca violão. Então, elas faziam essas gravações para colocar na internet. Neste mesmo dia, ela parou de atender o telefone”, relata.
*Com informações de Carla Rodrigues
Assista ao depoimento: