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Brasília

Hermeto recua e se retrata com a Polícia Civil após vazamento de indiciamento

Em nota, o parlamentar classificou suas falas como “exagero” e e atribuiu o tom agressivo a um sentimento de injustiça

Suzano Almeida

09/04/2026 14h56

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João Hermeto crédito Ângelo Pignaton/Agência CLDF

O deputado distrital e líder do governo na Câmara Legislativa (CLDF), Hermeto (MDB), veio a público, nesta quinta-feira (9), para se retratar formalmente perante a classe dos delegados da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O recuo ocorre após a repercussão negativa de um vídeo publicado pelo parlamentar, no qual ele chamou de “covarde” a autoridade responsável pelo inquérito que apura um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete.

Em nota oficial, Hermeto classificou sua fala anterior como um “exagero” e atribuiu o tom agressivo a um sentimento de profunda injustiça. O parlamentar, que é policial militar de carreira e atua como representante dos setores de segurança pública, reforçou agora sua confiança na lisura e na honestidade do trabalho dos delegados da PCDF.

“O Deputado reforça que acredita na Justiça e na lisura do trabalho da autoridade policial e atribui o tom duro de suas falas a um sentimento de profunda injustiça”, diz o comunicado.

Uso Político

Apesar do pedido de desculpas à instituição, o deputado manteve sua postura de defesa quanto ao mérito da investigação. Hermeto sustenta ser vítima de uma “utilização política e maliciosa” do inquérito. A investigação, que teve origem em 2019 após denúncias de quatro ex-funcionários e de sua ex-mulher, apura o recolhimento ilegal de parte dos salários de servidores para custear a reforma de um escritório político na Candangolândia.

O parlamentar destacou pontos que considera suspeitos na cronologia do caso, como o fato do caso tramita há mais de seis anos (desde novembro de 2019) e que o indiciamento ocorreu em dezembro de 2025, mas os detalhes vieram à tona apenas agora, a seis meses das eleições de 2026.

A defesa alega que o sigilo judicial foi quebrado logo após o pedido de novas diligências que poderiam provar a inocência do parlamentar.

Próximos Passos

Mesmo indiciado pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), junto com sua esposa, Keilla Alves de Almeida, e seu chefe de gabinete, Licérgio Souza, Hermeto reafirma sua “absoluta inocência”.

A defesa do distrital informou que solicitará a abertura de um novo inquérito, desta vez para apurar o vazamento ilegal das informações sigilosas à imprensa. Segundo o parlamentar, o vazamento foi uma “tática desleal” para movimentar a opinião pública contra sua reeleição, impedindo o exercício pleno do contraditório.

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