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Hemocentro de Brasília envia sangue raro para paciente com anemia falciforme no Mato Grosso do Sul

Hemocentro de Brasília amplia capacidade de resposta a casos de alta complexidade com doadores de sangue raro

Redação Jornal de Brasília

10/07/2025 15h09

Foto: Divulgação/FHB

Foto: Divulgação/FHB

Todos os dias, pessoas em diferentes partes do Brasil dependem da solidariedade de doadores com tipos sanguíneos raros para sobreviver. Em junho, uma dessas histórias ganhou destaque quando a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) viabilizou uma doação sob demanda que foi crucial para o tratamento de uma mulher de 32 anos com anemia falciforme, internada no Hemosul, no Mato Grosso do Sul.

A paciente apresentava um anticorpo contra o antígeno U, do sistema MNS — menos conhecido que os tradicionais ABO e RH, mas igualmente importante na compatibilidade sanguínea. A hematologista Franciele Moraes, da FHB, explicou que o antígeno U tem alta prevalência na população, e encontrar doadores negativos é extremamente raro.

“Se essa paciente recebesse sangue U positivo, poderia ter uma reação transfusional de moderada a severa, em que o próprio organismo destruiria as hemácias transfundidas. Isso pode causar insuficiência renal e outras complicações graves”, alertou a médica.

A doação compatível veio de Rita de Cássia Alves, 39 anos, profissional da área da saúde e doadora regular desde 2007. Rita descobriu o fenótipo raro após algumas doações. “Meu primeiro pensamento foi: ‘e se um dia eu precisar?’”, lembrou. Com o tempo, ela passou a atender as convocações com serenidade. “Saber que posso ser o diferencial na vida de alguém é gratificante. Cancelo qualquer compromisso para atender esse chamado. A doação de sangue, pra mim, é vida”, afirmou.

Atualmente, o Hemocentro de Brasília conta com 44 doadores raros cadastrados no Ministério da Saúde. Em 2025, com o apoio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), mais três doadores com sangue U negativo foram identificados por meio da genotipagem de amostras enviadas do DF, aumentando a capacidade de resposta da instituição.

O processo de busca por doadores raros é centralizado no Cadastro Nacional de Sangue Raro, do Ministério da Saúde. Quando um hemocentro solicita um tipo específico de sangue, o sistema identifica onde estão os doadores compatíveis, e a instituição responsável entra em contato diretamente com o voluntário.

Para fortalecer essa rede, o Hemocentro de Brasília mantém um programa contínuo de fenotipagem e genotipagem de doadores, com análises diárias de 12 voluntários. Desde o início da iniciativa, mais de 26 mil pessoas já tiveram seus tipos sanguíneos detalhados no Distrito Federal, o que permite um atendimento mais preciso e seguro para pacientes com necessidades transfusionais complexas.

Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB)

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