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Guará enfrenta onda de vandalismo em quadras e parquinhos 

Segundo a Administração Regional do Guará, o levantamento completo sobre os prejuízos ainda está em fase de apuração, mas os principais pontos afetados são a QE 40 e o Polo de Moda

Redação Jornal de Brasília

11/11/2025 18h31

liberação de faixa nas obras da via entre guará e núcleo bandeirante melhora trafegabilidade na região

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília.

Por Larissa Barros

Moradores do Guará têm enfrentado constantes casos de vandalismo em parquinhos e quadras públicas da região. Os danos, que vão desde a destruição de brinquedos até invasões em áreas de lazer, têm prejudicado o uso dos espaços pela comunidade.

Segundo a Administração Regional do Guará, o levantamento completo sobre os prejuízos ainda está em fase de apuração, mas os principais pontos afetados são a QE 40 e o Polo de Moda. A assessoria informou que a segurança será reforçada com a instalação de câmeras, em parceria com a PMDF. Em uma das quadras danificadas, o autor foi identificado, e o caso está sob investigação da 4ª DP. A Administração reconhece que os atos de depredação atrasam a entrega de áreas revitalizadas e afirma que vem realizando campanhas de conscientização nas redes sociais.

Na QI 18 do Guará I, os moradores dizem conviver com problemas antigos. O jornalista Olavo David relata que, na manhã desta terça-feira (11), um foco de incêndio próximo ao parquinho gerou uma fumaça tóxica que tomou a quadra e invadiu os apartamentos. Ele afirma que a degradação já é rotina. “Desde quando me mudei para lá, em 2023, enfrentamos problemas na praça, como portões do parquinho ou da quadra de esportes quebrados, muito lixo acumulado e muitas coisas danificadas, de bancos ao piso”, detalha.

“É muito raro ver crianças brincando no parquinho, porque ele não tem qualquer segurança com relação à higiene. Como os portões estão quebrados, cachorros de rua entram e urinam e defecam livremente. O parquinho já acumula mato, a quadra está frequentemente tomada por fezes de animais e tem pedaços cortantes à mostra”, relata.

A publicitária Mariana Nunes, moradora da QI/QE 18, reforça que a situação vem piorando nos últimos dois anos. “As praças e parquinhos estão cada vez mais degradados, tanto por falta de manutenção quanto por vandalismo”, afirma. Ela diz que muitas famílias acabam evitando os espaços. “Temos três parquinhos perto do meu prédio e nem conseguimos sentar nos bancos. É tudo muito sujo e os brinquedos estão quebrados, com ferros enferrujados expostos. Precisamos buscar alternativas longe de casa”.

Para os moradores, ações imediatas poderiam reduzir os impactos. Mariana defende uma força tarefa de limpeza, capinagem e pintura, seguida de reforma ou substituição dos brinquedos. Já Olavo lamenta que um espaço que deveria ser valorizado acabe frustrando quem escolheu morar ali. “A praça foi um grande atrativo para mim quando me mudei. Em uma cidade em que o lazer costuma envolver gasto alto, esse equipamento tão importante deveria estar disponível sem gerar tantas dores de cabeça”. 

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