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Brasília

Grupo tem como objetivo fortalecer o trabalho dos artesãos do DF

Arquivo Geral

03/09/2014 7h20

Com quase dois anos de existência e formado por artesãos do DF, o Grupo Concretamente Brasília nasceu com o objetivo de fortalecer a cultura local e criar oportunidades concretas de comercialização. Funciona assim: por meio de parcerias com clubes, shoppings e mercados os artistas têm a chance de expor suas criações.

Segundo Ana Beatriz Goldstein, uma das coordenadoras do grupo, o projeto contou com o apoio do mandato Brasília Sustentável, que tinha um trabalho semelhante. “Nós investíamos e o Sebrae capacitava, mas com o fim do mandato o programa se desfez e desarticulou a organização dos artesãos”, explica. A partir daí, a coordenadora afirma que foi convidada, juntamente com Antonieta Contini, uma aposentada do Sebrae, para participar da iniciativa de organizar os artesãos novamente.

Artesanato

Ana conta que o Concretamente Brasília trabalha com variadas formas de artesanato. “Bordados, vestuário, decoração e acessórios, por exemplo. Temos uma variedade de produtos para serem mostrados, todos voltados para ícones do Cerrado e a sustentabilidade”, diz. 

Ela destaca que o objetivo vai além da comercialização. “Nós queremos a valorização do artista, pois muitas pessoas que fazem parte do grupo tiram o sustento de sua arte”, afirmou.

Notoriedade cada vez maior empolga grupo
 
As feiras organizadas pelo Concretamente Brasília são gratuitas e acontecem semanalmente. Ao longo dos quase dois anos de atuação, o grupo ganhou notoriedade e chegou a lugares que pareciam inacessíveis. Exemplo disso foi o Cerrado Fashion Week 2014, onde houve um desfile com as peças criadas pelos artesãos. “Chegamos até lá graças às oportunidades dadas a nós. A cada exposição nossa, novas portas se abrem e é o que precisamos”, salienta Ana.
 
Conquistas
 
A artesã Elisarda Guedes, 54 anos, enaltece o trabalho da entidade e diz que o grupo foi um divisor de águas. “Com o apoio e o carinho do Concretamente Brasília pude vender minha arte, arrecadar o necessário, ser valorizada e melhorar minha autoestima”, explica. A artesã que mora em Samambaia diz que  o grupo lhe deu o que faltava em sua carreira. “Antes, eu produzia e não tinha espaço para mostrar. Hoje, isso mudou”, conclui.
 
Saiba mais
 
O grupo se reúne toda quinta-feira, das 14h30 às 17h, no Museu Vivo da Memória Candanga, na Candangolândia. 
As exposições acontecem nos fins de semana no supermercado Extra, da Asa Norte.

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