Após muita comoção nas redes sociais, brasilienses fizeram manifestação em auxílio à mãe do menino S. a conseguir a guarda dele.
Amigos e familiares se reuniram na tarde desta sexta (29), em frente ao Fórum do Riacho Fundo I, com cartazes e mensagens de apoio ao caso.
Por recomendações do advogado, a mãe do garoto não compareceu à manifestação. Apenas o avô materno da criança esteve no local. “Toda a família está abalada com a decisão. Ficamos surpresos com todo o apoio recebido”, afirmou.
Um amigo da família disse que durante a tarde de ontem, tentaram por diversas vezes contato com o pai do garoto por telefone. “Ligamos por diversas vezes e não conseguíamos contato. À noite, fomos informados que S. estava bem”, disse o amigo.
*Com informações de Jurana Lopes
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Relembre o caso
Nas redes sociais, um vídeo de um garoto de seis anos implorando para não ficar com o pai após decisão judicial causou comoção e revolta por supostos casos de agressão.
Até às 16h dessa quinta (28), a publicação mantinha mais de 30 mil curtidas, quase 15 mil comentários e duas milhões visualizações. Na página criada pela família materna, mais de 70 mil manifestaram apoio.
Por ser processo sigiloso, os órgãos judiciais do Distrito Federal não comentam o caso. O recurso pode ser julgado na sexta (29).
As imagens foram gravados na noite de quarta (27) no Fórum do Riacho Fundo logo depois de o juiz Edmar Ramiro Correia determinar que a guarda do garoto voltaria a ser do pai, que mora em Capivari, no interior de São Paulo. A família materna acusa o pai da criança de agressões e reclama que nem o garoto nem testemunhas foram ouvidas na audiência.
Histórico de agressão
A mulher, R.B.S., de 31 anos, conta que a agressividade do ex-marido começou após o casamento. Em 2012, se separaram e, por ameaças, deixou o filho com o pai. “Ele ameaçava me matar, matar meu filho, minha família. Eu não acreditava que ele pudesse fazer algo com o próprio filho”, afirma. Ela garante que foram dois anos sem ver o filho, até que recebeu denúncias de maus tratos.
Com amigos, foi ao município paulista, onde o filho lhe teria contado casos de agressão diária por parte do pai e da madrasta. Lá, decidiram trazer o garoto para Brasília mesmo sem autorização judicial. Naquele mês, ainda segundo a mãe, ela conseguiu a guarda provisória do garoto, mas a fuga gerou um mandado de busca e apreensão que culminou na audiência de terça (27).
O processo, agora, está nas mãos do defensor Leandro Nascimento. “Vamos entrar com um recurso para ver se a decisão é reanalisada e pedindo uma liminar para que o desembargador analise”, explicou.