Com o cancelamento da comemoração do 132º aniversário do sonho-visão de Dom Bosco, na Ermida Dom Bosco, ontem, em virtude da morte do padre Salesiano Emidio Soares, o parque foi ocupado por muitos cães e seus donos. Inconformados com a decisão do Ibram de proibir a entrada de animais no local, os brasilienses apaixonados por cachorro foram protestar contra a medida. A decisão do Ibram passa a valer a partir de amanhã.
Um grupo organizou o protesto nas redes sociais. Na página do evento, cerca de 2,5 mil pessoas confirmaram presença. Na programação, uma passeata pela reserva ambiental e um banho coletivo dos cães no Lago Paranoá completaram a manifestação. Desde o início da semana, uma faixa na entrada do parque avisa sobre a determinação do Ibram. Som de carros, bebida alcoólica e pescaria também serão vetados.
Apaixonado por cães, o casal de estudantes Fernanda Máximo, 20 anos, e Bruno Cavalcante, 20, estão inconformados com a proibição. Na companhia dos seus seis cachorros, eles quiseram marcar presença no protesto, ontem. Para Fernanda, vetar os animais no parque não é uma solução inteligente. “Falta educação das pessoas que fre quentam o local, independente se possuem cachorro ou não. A sujeira não tem nada a ver com a presença dos cães. É um lugar público, aberto e deve ser frequentado por qualquer um, inclusive, por eles”, afirma a estudante, ressaltando a falta de estrutura da Ermida. “De fato, falta lixeira, saquinhos para recolher os dejetos dos animais e banheiros decentes”, completa.