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Brasília

Grupo protesta contra proibição de animais de estimação na Ermida

Arquivo Geral

31/08/2015 6h30

Com o cancelamento da comemoração do 132º aniversário do sonho-visão de Dom Bosco, na Ermida Dom Bosco, ontem, em virtude da morte do padre Salesiano Emidio Soares, o parque foi ocupado por muitos cães e seus donos. Inconformados com a decisão do Ibram de proibir a entrada de animais no local, os brasilienses apaixonados por cachorro foram protestar contra a medida. A decisão do Ibram passa a valer a partir de amanhã.

 Um grupo organizou o protesto nas redes sociais. Na página do evento, cerca de 2,5 mil pessoas confirmaram presença. Na programação, uma passeata pela reserva ambiental e um banho coletivo dos cães no Lago Paranoá completaram a manifestação. Desde o início da semana, uma faixa na entrada do parque avisa sobre a determinação do Ibram. Som de carros, bebida alcoólica e pescaria também serão vetados.

Apaixonado por cães, o casal de estudantes Fernanda Máximo, 20 anos, e Bruno Cavalcante, 20, estão inconformados com a proibição. Na companhia dos seus seis cachorros, eles quiseram marcar presença no protesto, ontem. Para Fernanda, vetar os animais no parque não é uma solução inteligente. “Falta educação das pessoas que fre quentam o local, independente se possuem cachorro ou não. A sujeira não tem nada a ver com a presença dos cães. É um lugar público, aberto e deve ser frequentado por qualquer um, inclusive, por eles”, afirma a estudante, ressaltando a falta de estrutura da Ermida. “De fato, falta lixeira, saquinhos para recolher os dejetos dos animais e banheiros decentes”, completa. 

Poucas opções para levar os cães
A estudante Fernanda Máximo alerta ainda para a falta de opção na cidade. “Em Brasília, existem poucos lugares destinados aos cães. Por isso, não vejo problema em manter essa convivência, respeitando, claro, quem não gosta de cachorro. Eles (cães) não prejudicam em nada a fauna e a flora daqui”, acrescenta ela, que, normalmente, leva os filhotes para fazer trilha na Ermida. 
A mesma opinião tem o grupo de amigas Mayara Martins, 22 anos; Ana Carolina Diniz, 20; e Jéssica Diniz, 22. Pela primeira vez, elas levaram a cadelinha da família para passear na Ermida por acaso, mas, ao serem informadas do protesto, apoiaram o ato. “Essa proibição não faz sentido algum. Discordamos completamente. Não existe lugar para levar os bichinhos em Brasília e os que existem, normalmente, são muito distantes um do outro. Eles também merecem curtir a cidade, também são moradores da capital”, alega Mayara, ressaltando que a família tem 11 cachorros.

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