Com a greve dos servidores do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), 12 dos 17 parques do DF estão fechados. Os outros cinco puderam ser abertos após um acordo entre o Ibram e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Porém, permanecem sem efetivo suficiente que garanta a segurança dos cidadãos. “Nós apenas abrimos os parques, fazemos uma ronda, e vamos atender outras ocorrências”, contou o sargento Pinheiro, do BPMA.
Além da Polícia Ambiental, funcionários terceirizados do Ibram se revezam no atendimento. “Mesmo assim, o efetivo é muito pequeno. Nós auxiliamos como podemos”, completou Pinheiro.
Apesar das altas temperaturas registradas ontem, cerca de mil pessoas passaram pelo Parque Olhos d’Água (Asa Norte), segundo oficiais do 3º Batalhão da Polícia Militar presentes no local. Também estiveram bem movimentados o Parque Ecológico de Águas Claras, o Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul (L2 Sul) e os parques Lago do Cortado e o Ecológico Saburo Onoyama, ambos em Taguatinga.
Segundo a assessoria de comunicação do Ibram, o órgão está trabalhando com 30% dos servidores, e nenhuma área estaria parada totalmente. Os demais parques permanecerão fechados até que a greve termine.
Para Todos
As amigas Lorena Carolina, 25 anos, e Ana Paula, 32, moradoras de Taguatinga e Vicente Pires, respectivamente, afirmam que os parques fazem muita falta à população. Acostumadas a se exercitar nesses espaços, elas esperam que a greve não prejudique mais as pessoas.
“Nós adoramos relaxar, sentar embaixo das árvores. É um ambiente pacífico onde adoro passear com meu filho”, conta a esteticista Ana Paula. Já para Lorena, os parques são os únicos lugares onde as pessoas podem cuidar da saúde sem gastar nada. “É democrático”, conclui a jornalista.