A atleta grega Fani Halkia, ouro olímpico nos 400m com barreiras nos Jogos de Atenas, em 2004, e suspensa em Pequim por doping, reiterou hoje que é inocente, enquanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) encarregou uma investigação à Justiça grega sobre o caso.
“Eu participava de forma voluntária em um programa da Agência Mundial Antidoping (AMA) de 365 dias ao ano de controle. Nunca faria isso”, declarou a atleta em entrevista publicada hoje pelo jornal grego “Elefteria”.
Halkia testou positivo por uso de esteróides nos dois exames feitos pela AMA no Japão e foi suspensa pelo COI.
A atleta acrescentou que tem a “consciência limpa” e que nunca faria nada para “se suicidar como desportista” e “desonrar” seu país.
O COI encomendou o assunto à Justiça grega, que investiga por ordem do Governo os casos de doping de Halkia e do corredor grego Tassos Gousis, também suspenso há poucos dias dos Jogos Olímpicos de Pequim por uso de substâncias proibidas.
A Grécia é o país que teve o maior número de atletas pegos nos exames de doping nos Jogos de Pequim.