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Brasília

Grass diz que eleição não deve ser disputa entre direita e esquerda e defende frente ampla no DF

Candidato afirmou que pretende reunir grupos com diferentes posições políticas em torno de propostas para o DF e citou o BRB, a saúde e o transporte entre as prioridades

Thamires Pinheiro

01/10/2026 15h32

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Foto: Junior Rosa

“A eleição para o Governo do Distrito Federal não deve ser resumida à disputa entre direita e esquerda e sim em tirar a Celina”, foi o que Leandro Grass (PT) disse nesta quinta-feira (01), durante as últimas sabatinas com os candidatos antes da votação. O candidato defendeu a formação de uma frente ampla para Brasília e afirmou que o que está em jogo é o futuro da capital. Ao longo da agenda, Grass também criticou a gestão da governadora Celina Leão e falou sobre a situação do BRB.

Ao explicar a frente que pretende formar, Grass disse que a ideia é reunir grupos que tiveram divergências políticas, mas que tenham pontos de convergência em propostas para o Distrito Federal.

“Não é sobre lados. É uma disputa sobre o futuro de Brasília. É o que está em jogo. A frente ampla pelo DF é o que nós vamos e devemos formar.”

Entre as críticas à atual gestão, o candidato citou problemas na saúde pública, educação, transporte e a situação do BRB. Leandro afirmou que pretende começar o governo, caso eleito, com a publicação do balanço do banco e uma auditoria independente para apurar as operações envolvendo o banco.

“A primeira medida em relação ao BRB é a publicação do balanço e da auditoria. Se essa auditoria estiver contaminada, como me parece que já está, faremos uma independente e correta para primeiro saber qual é o tamanho do rombo.”

Grass também acusou Celina de conduzir uma privatização gradual do banco por meio da venda de ativos e afirmou que não pretende privatizar o BRB.

Na saúde, ele prometeu um plano de enfrentamento às filas, com mutirões de exames, consultas e cirurgias, além da nomeação de profissionais aprovados em concursos. Sobre o Iges-DF, afirmou que médicos, enfermeiros e técnicos não serão demitidos e que pretende retirar do instituto o poder de planejamento da saúde, devolvendo essa função à Secretaria de Saúde.

“Digo aqui aos trabalhadores do Iges, não haverá demissões de profissionais de saúde no meu governo. Quem vai ser demitido do Iges são os cabos eleitorais e os cabides de emprego.”

Para o transporte, Grass defendeu a implantação gradual da tarifa zero, financiada, segundo a proposta, pela revisão de renúncias fiscais e pela relicitação do sistema. Também prometeu criar um consórcio de transporte entre o DF e Goiás e ampliar a rede de trilhos.

Na educação, propôs reestruturar a carreira dos professores e elevar os salários até a média das demais carreiras de nível superior. Também afirmou que não pretende judicializar greves ou confrontar sindicatos, mas manter uma mesa permanente de negociação.

Na reta final da campanha, Grass pediu aos apoiadores que ajudem a ampliar a votação e afirmou que pretende procurar outros candidatos em um eventual segundo turno. Entre os nomes citados estão Kiko, Paulo, Cappelli e Arruda.

“O que eu peço agora para quem me apoia é que multiplique voto, vire voto, porque tem muitas pessoas ainda desinformadas, não tão atentas às propostas e não sabem o que .”

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