A campanha pelo Governo do Distrito Federal começa uma nova fase nesta segunda-feira (5), com Leandro Grass (PT) e Celina Leão (PP) como os dois nomes que seguem na disputa. Depois de passar para o segundo turno, Grass voltou a comentar as pesquisas eleitorais que acompanharam a corrida pelo GDF e reforçou o que repetiu ao longo da campanha: “quem decide a eleição é o eleitor”.
Após cumprir agenda na emissora Record, Leandro falou ao JBr sobre as pesquisas eleitorais e a diferença entre os levantamentos e o resultado das urnas. O candidato afirmou que não sabe como as pesquisas foram feitas ou quem as contratou e disse que elas representam uma fotografia daquele momento da disputa.
“Eu não vi as pesquisas por dentro, não sei como elas foram feitas, quem fez, quem pagou. Então, as pesquisas, como eu disse durante toda a eleição, elas são uma fotografia, às vezes bem feita ou mal feita, do momento. A melhor pesquisa é o datapovo, é a urna, essa que importa”.
A discussão sobre pesquisas também levou Grass a falar sobre a quantidade de informações que chegam ao eleitor durante a campanha. O candidato disse confiar na imprensa livre e defendeu o trabalho de veículos que apuram antes de divulgar. Ao mesmo tempo, citou o conteúdo que circula em grupos de WhatsApp e em portais que, segundo ele, não têm jornalistas trabalhando.
“É importante respeitar o papel da imprensa, da comunicação, mas também fazer com que o eleitor tenha discernimento e autocrítica para poder entender o que chega para ele”.
Busca por apoios

Com o segundo turno definido, Grass também começou a buscar os candidatos que ficaram fora da disputa. Ele afirmou que já ligou para Paula Belmonte, Kiko Caputo e Ricardo Cappelli. Cappelli por exemplo declarou apoio à candidatura de Leandro.
“Eu liguei pra Paula, eu liguei pro Kiko. Capelli liguei e declarou apoio a mim. Então a gente vai manter essa aliança, nós vamos sim conversar melhor, mas nós já estamos nesse radar”.
A articulação passa a ser uma das frentes da nova campanha. Grass também complementou que os candidatos que ficaram pelo caminho tinham em comum o objetivo de impedir a vitória de Celina Leão e agora busca manter esse diálogo na tentativa de formar uma nova maioria para o segundo turno.