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Brasília

Grass cobra acordo com rodoviários e diz que empresas têm dinheiro para atender categoria

Em caminhada com rodoviários no Terminal da Asa Sul, candidato criticou postura de Celina Leão e disse que existe recursos para atender reivindicações da categoria

Thamires Pinheiro

22/09/2026 18h09

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Fotos: Thamires Pinheiro/Jornal de Brasília

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) esteve nesta terça-feira (22/9) no Terminal da Asa Sul, onde participou de uma caminhada com rodoviários e apoiadores da campanha. A agenda foi dedicada às reivindicações dos trabalhadores do transporte público, que, segundo o candidato, enfrentam dificuldades para avançar nas negociações do acordo coletivo.

Leandro afirmou que pretende manter os cobradores no sistema e descartou demissões da categoria caso seja eleito. Segundo ele, a proposta é ampliar o transporte público no Distrito Federal, o que também poderia aumentar o número de empregos no setor.

“A gente tá do lado dos rodoviários e também é importante a gente dizer que não vai haver nenhuma demissão no nosso governo de cobradores. Pelo contrário, nosso governo vai ampliar o sistema, então haverá mais empregos.”

Durante a agenda, o candidato também criticou a postura da governadora Celina Leão (PP) em relação aos trabalhadores. Segundo Grass, a governadora teria feito ataques à categoria nesta semana. Ele afirmou que as reivindicações dos rodoviários não deveriam ser tratadas como privilégio ou usadas como parte da disputa eleitoral.

Para ele, questões como reajuste salarial e outros pontos do acordo coletivo já deveriam ter avançado. O candidato também questionou a justificativa de falta de recursos por parte das empresas responsáveis pelo transporte.

“Existem questões muito básicas do acordo coletivo, do reajuste dos rodoviários, que não têm nada a ver com privilégio, não têm nada a ver com a questão eleitoral, que já deveriam ter sido atendidas antes e que não foram.”

Segundo o candidato, as empresas recebem recursos do governo para manter o sistema. Grass citou ainda um repasse recente de mais de R$600 milhões como argumento para dizer que o impasse nas negociações não estaria relacionado à falta de dinheiro.

“As empresas estão recebendo os recursos do governo. Aliás, pouco tempo a Celina repassou mais R$600 milhões, então não é um problema de caixa das empresas. Agora é preciso que haja primeiro o acordo coletivo.”

Leandro defendeu que o governo tenha uma relação diferente com os trabalhadores do transporte e afirmou que os rodoviários devem ser considerados parte importante do funcionamento do sistema.

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