Prossegue nesta quarta-feira (28) a operação “Choque de Ordem” na área central de Brasília. A ação de governo visa o combate aos guardadores de carros, os flanelinhas, que trabalham de forma irregular, ou seja, sem estarem cadastrados na Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). Além disso, as equipes estão fiscalizando os ambulantes que teimam em comercializar produtos no centro e a poluição visual provocada por faixas de propaganda irregulares.
A operação começou na terça-feira (27) quando foram detidas 44 flanelinhas e ambulantes. Até o meio-dia desta quarta-feira (28) 20 flanelinhas irregulares, que trabalhavam no Setor Comercial Sul, foram encaminhados para triagem no Núcleo de Ação Integrada, que funciona na plataforma superior da Rodoviária (antigo Touring). Lá foi constatado que dois deles tinham mandados de prisão expedidos. Edmar Ferreira da Silva, que estava na posse de 70 chaves de veículos que “guardava”, era considerado fugitivo, pois tinha a liberdade provisória cassada. O outro flanelinha irregular que tinha mandado de prisão é Adriano Marques Caetano. Eles foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia, no Setor Bancário Norte.
A ação de fiscalização, coordenada pela Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), é integrada ainda pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), pelas polícias Civil e Militar, pela Agência de Fiscalização (Agefis) e pelo DFTrans. A operação prossegue à tarde e também terá foco no combate ao transporte pirata.
Para trabalhar regularmente os flanelinhas devem ter cadastro na Sedest e portar colete e crachá de identificação. De acordo com a assessora de Planejamento e Operações da Seops, major Sheyla, que comanda a operação, apenas pouco mais de mil guardadores de carro estão cadastrados, de um total de aproximadamente oito mil. “Nós temos a relação de 1.036 flanelinhas cadastrados e estamos checando a regularidade dos que estão trabalhando”, disse a oficial. Os motoristas que tiverem reclamações ou denúncias sobre o trabalho dos flanelinhas podem telefonar para o 156, de preferência informando o número do colete.