O GDF engrossou o discurso e judicializou a negociação com os servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) que estão em greve desde a última segunda-feira (06). A partir de agora, a analise do dissídio será com a Justiça do Trabalho. A situação ficou mais complicada depois da tempestade, com ventos de mais 50km/h, que ocorreu de terça para quarta e complicou a vida de milhares de brasilienses.
Com a medida, o governo retira a proposta que havia feito aos trabalhadores. “Nós julgamos essa greve inoportuna, abusiva e extremamente prejudicial à população de Brasília. É uma greve que pune a sociedade”, disse o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio.
Em entrevista coletiva na tarde de hoje, no Palácio do Buriti, Sampaio fez um apelo em defesa do interesse público. “Deixar as pessoas privadas do abastecimento de energia elétrica, podendo levar muitas delas a correr risco, inclusive de vida, é algo muito grave.”
De acordo com o secretário, o governo já determinou que fossem cortados os pontos dos grevistas. Além disso, a Procuradoria-Geral do DF pediu o retorno imediato de todos os servidores até o completo restabelecimento do serviço. Só depois disso, segundo explicou, volta a valer a regra de manutenção de pelo menos 75% do quadro em atividade. Atualmente, apenas 30% das 45 equipes de plantão estão em operação.
Sem energia
De acordo com o último levantamento da Companhia, às 16h30, havia 2.684 unidades sem energia em praticamente todas as cidades. Para o diretor-presidente da CEB, Lener Silva Jayme, essa situação “jamais” ocorreria se os cerca de 600 trabalhadores não estivessem no movimento paredista. “Um absurdo. Em momento algum podemos colocar o interesse corporativo maior que o interesse da população”, reclama o diretor-presidente, que pensa que o movimento tinha que ter sido suspenso por respeito aos cidadãos e a sociedade brasiliense.