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Brasília

Governo brasileiro cria grupo de trabalho para candidatura do Rio

Arquivo Geral

08/08/2008 0h00

A estratégia do governo brasileiro para levar os Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro será mostrar o legado que o evento deixará para a cidade.  De acordo com o ministro do Esporte, Orlando Silva, já foi criado um grupo de trabalho justamente para planejar tal legado e apresentar à comunidade desportiva internacional.


“Temos que valorizar o que fica para o país de infra-estrutura, a importância para a juventude, a importância para o esporte”, ponderou o ministro em coletiva à imprensa, nesta sexta-feira, em Pequim. “O que vai ficar para a cidade pode ser o diferencial do Rio de Janeiro, porque Chicago, Madri e Tóquio são cidades prontas”, ponderou.


Questionado sobre o que os Jogos Panamericanos deixaram para o Rio de Janeiro, o ministro reconheceu que o legado poderia ter sido maior com melhor planejamento. Mas citou melhorias herdadas do Pan. “O Rio de Janeiro se transformou numa capital olímpica. Nenhuma cidade brasileira possui o padrão de instalações que tem o Rio de Janeiro, o Maracanã, o Maracanazinho, o Engenhão, o Parque Aquático, o velódromo, que é o único da América Latina com padrão olímpico, as instalações de tiro, de hipismo”, enumerou. Poderíamos ter tido mais legados, mas foram os legados possíveis, disse Orlando Silva.


O ministro acredita que o Rio tem chances reais de ser escolhido como sede dos Jogos de 2016. E diz que o otimismo se baseia em encontros que o governo brasileiro teve, em Pequim, com mais de 50 membros do Comitê Olímpico Internacional. “Percebemos um entusiasmo da comunidade internacional com a possibilidade do Brasil ser sede. Não é fácil, mas estamos na disputa”, garantiu.


Silva revelou outra estratégia brasileira: como trata-se de uma eleição em vários turnos, o governo pretende trabalhar para que o Rio seja a segunda opção de voto da maioria dos 115 integrantes do Comitê Olímpico Internacional que escolherão, em outubro do ano que vem, a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. “Isso pode ser decisivo no turno final”, justificou.


 

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