Jéssica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br
Na segunda-feira pós Dia dos Professores, cerca de 12 mil crianças ficaram sem aula no Distrito Federal. Isso porque representantes das 104 instituições conveniadas ao Governo de Brasília suspenderam o dia letivo para protestar. Recebidos durante a manhã pelo governador Rodrigo Rollemberg, eles reivindicam pagamento dos atrasados e melhores condições de trabalho.
Na Praça do Buriti, em frente à sede do Executivo Local, cerca de 200 pessoas se reuniram com carro de som, placas e faixas. Encabeçados pelo Conselho de Entidades de Promoção e Assistência Social do Distrito Federal (Cepas) e pelo Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), ainda seguiram até o Ministério Público.
Segundo a presidente do Cepas, Daise Lourenço Moisés, o governo tem atrasado o repasse dos recursos. As creches têm tentado driblar a crise com empréstimos para não atrasarem salários, mas alegam que a restituição não tem sido aprovado pela prestação de contas junto ao Ministério Público. Doações de alimentos e auxílio da comunidade mantém o funcionamento das unidades.
A presidente da entidade afirma que uma nova reunião foi agendada para amanhã (17), às 9h. Com intermédio da Casa Civil, a Cepas deve se reunir com a Secretaria de Educação. “Se, em 30 dias, o governo não resolver a situação, voltaremos a protestar e de forma ainda mais enfática”, promete Daise Lourenço Moisés. Nesta segunda-feira, o ato foi pacífico. A pista S1 do Eixo Monumental ficou bloqueada por cerca de dez minutos para travessia dos manifestantes.
No encontro desta manhã, o governador propôs a criação de um grupo de trabalho com seis integrantes: dois do Cepas, dois da Secretaria de Educação, um da Casa Civil e um da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (que será o consultor legal). A comissão tem 30 dias para apresentar propostas às mudanças solicitadas.
De acordo com a Secretaria de Educação, o pagamento às creches aguarda o repasse do Tesouro, que será disponibilizado até o fim da semana. Por mês, o governo destina aproximadamente R$ 16 milhões a essas unidades.
- John Stan/Jornal de Brasília
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