O governador Rodrigo Rollemberg anunciou, na manhã desta quinta (16), um pacote de medidas para retomar obras e iniciar novos projetos de construção no Distrito Federal. O Plano de Obras deve custar cerca de R$5 bilhões. “O conjunto certamente contribuirá para melhorias na qualidade de vida, na infraestrutura e nos serviços públicos”, afirmou Rollemberg. A divulgação ocorreu na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, na Residência Oficial de Águas Claras
Uma reportagem do Jornal de Brasília publicada nesta quinta destacou que várias obras iniciadas pelo Executivo local estavam paradas. Com a crise econômica e carência de estratégias, o Governo do Distrito Federal amarga pelo menos 124 obras inacabadas.
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Intervenções
O Plano de Obras prevê mais de 100 intervenções no DF. A crise financeira, no entanto, obrigou o governo a buscar alternativas para assegurar os investimentos. “Quase todas as obras contam com o apoio do governo federal, tanto por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) quanto dos empréstimos solicitados no início do ano à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil”, explicou o governador. “Também temos obras de financiamentos externos com recursos provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”, acrescentou.
Obras de infraestrutura para conjuntos habitacionais como o Parque do Riacho e o Paranoá Parque e a estação de tratamento de Corumbá IV já começaram. Foi ressaltado, ainda, que nesta semana a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) iniciará o recapeamento da Avenida Samdu, em Taguatinga – parte de um programa que vai recuperar 177 quilômetros de vias públicas. “Também temos o objetivo de retomar pequenos serviços, como ciclovias e calçadas”, adiantou o chefe do Executivo local, ao acrescentar que são estudadas formas de conseguir os recursos para garanti-los.
Saúde
A apresentação foi conduzida pelo secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Julio Peres, que destacou a construção do segundo bloco do Hospital da Criança José Alencar — com retomada prevista para agosto —, a restauração do Espaço Cultural Renato Russo e a pavimentação e a drenagem em áreas do Sol Nascente, em Ceilândia, e de Vicente Pires. “Essas são, sem dúvidas, obras estruturantes para as comunidades”, disse.
Peres explicou que as prioridades foram definidas levando em conta financiamentos já existentes, como o PAC, que permitiu avanços nos programas habitacionais. “Decidimos dar continuidade ao que estava parado, recuperar recursos e projetar coisas novas”, esclareceu Peres. “Para isso, colocamos contrapartidas do governo local.”