Isabel Paz
Distritais indicaram ontem os integrantes das comissões permanentes da Câmara Legislativa. Em comum acordo, foram eleitos os presidentes e vice-presidentes de todas elas, com exceção da Comissão de Ética, em que Bispo Renato Andrade (PR) foi escolhido pelo voto da maioria. Na nova composição, a base governista mantém o controle absoluto das principais comissões da Casa.
O processo de formação das comissões permanentes seguiu o critério da proporcionalidade dos blocos partidários, segundo Raimundo Ribeiro (PSDB). “As articulações e posições foram definidas baseadas nesse critério, conforme o Regimento Interno da Casa”, disse.
Com um número menor de representantes, e blocos com um único integrante, os parlamentares de oposição da Câmara Legislativa tiveram dificuldades para conquistar lugares de destaque. Representante do PMN, Jaqueline Roriz procurou distritais que fazem oposição ao governo, como ela, para tentar uma junção partidária, com a intenção de ter maior representação do bloco.
Mas, segundo ela, foi uma tentativa frustrada. “O interesse particular dos distritais é maior do que o da cidade”, disse. De acordo com a distrital, há um preconceito com o sobrenome Roriz, o que dificulta o crescimento da oposição na Casa. Na nova composição, Jaqueline conquistou duas vagas como titular.
Outro oposicionista que é único no bloco é o deputado José Antônio Reguffe (PDT). O distrital alega manter a postura de independência na Câmara e, por este motivo, não teria aceitado participar de nenhum bloco com outro partido da oposição. “As alianças devem ser feitas baseadas nos princípios e nas propostas e não meramente para conquistar os cargos”, disse. Todos os partidos declarados de oposição na Câmara tem somente seus integrantes no bloco partidário. Esse também é o caso de Júnior Brunelli, do PSC, e dos representantes do PT.
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