Menu
Brasília

Brasil Summit: Ibaneis exalta papel dos empresários para a economia do DF

Evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) debateu sobre a economia brasileira, papel do Brasil na transição energética e na COP 30

Carolina Freitas

12/03/2025 11h58

03 dentro 1920x1280

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O governador Ibaneis Rocha participou, nesta quarta-feira (13), do Brasil Summit, no Brasília Palace Hotel. Além do chefe do Executivo do Distrito Federal, o evento reuniu na capital da República outras autoridades, dentre eles parlamentares e executivos, para debater a economia brasileira, o papel do Brasil na transição energética e na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30).

“Esse encontro tem uma finalidade muito objetiva, no sentido de unir o empresariado e a classe política que são duas peças importantes para o desenvolvimento do país”, salientou Ibaneis. Segundo o governador do DF, o evento também é importante para mostrar as potências da capital federal e dialogar sobre pontos essenciais. “O país crescendo conseguimos ter uma arrecadação maior e beneficiar aqueles que são mais carentes”, disse.

“Em Brasília, estamos desde 2019 cuidando do empresariado da cidade porque quem gera emprego são eles. O governo só gera cabide de emprego. Então temos que trabalhar muito sério nessa linha e apoiar eventos como esse que tem na capital, porque ajuda no turismo e nos investimentos”, acrescentou Ibaneis.

O governador do DF também enfatizou, no seu discurso, a necessidade de união política no Brasil. “A questão da divisão política desse país atrapalha muito. A política tem que se restringir ao diálogo e a disputa eleitoral não deve se misturar. Esse evento ocorrendo em Brasília, une mais a classe política e empresarial”, afirmou.

Em relação aos avanços do DF, Ibaneis destacou o orçamento da capital federal, a transição energética e o crescimento do Banco de Brasília (BRB). “Quando assumimos o governo, o nosso orçamento era de R$38 bilhões, hoje é de R$68 bilhões e com excesso esse ano devemos chegar a R$71 bilhões. A partir da organização econômica, parceria dos empresários e com o olhar de desenvolvimento temos governado a cidade. No campo da transição energética, estamos fazendo um belíssimo trabalho com o projeto de ter todo o DF iluminado com lâmpadas de LED até o fim do nosso governo”, ressaltou.

Também presente no evento, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, falou sobre a realidade econômica do Brasil, com juros altos que afetam os investimentos do país. “Temos hoje a preocupação com a realidade econômica, temos uma taxa de juros que nos amedronta. Sabemos o quanto ela tem sido danosa, travando investimentos no nosso país. Infelizmente, terminamos o ano com o dólar batendo altas que nunca vimos em toda a história. O que sabemos que traz uma série de consequências para a realidade dos que mais precisam. A alta dos alimentos tem penalizado principalmente quem está na ponta, quem ganha menos”, frisou.

Motta ressaltou a importância do diálogo entre Governo Federal e o Congresso Nacional. “Precisamos pontuar que não será possível promover uma política de evolução social com a inflação descontrolada, taxa de juros subindo com frequência, com o dólar batendo níveis altos e com o cenário desafiador depois das eleições dos Estados Unidos. Isso obriga que o Brasil seja cada vez mais eficiente. Se não entramos em uma agenda de responsabilidade, podemos ter um período de muita dificuldade, com taxas descontroladas e com a população penalizada”, afirmou.

O anfitrião do evento e co-chairman do LIDE Global, João Doria, ressaltou a pacificação política, sem divisão. “O tempo da eleição já passou, agora é tempo da gestão. A gestão econômica é o que produz resultados para o país, principalmente na geração de emprego e oportunidades. A economia não está desarranjada, o Brasil está tendo um crescimento, inclusive com o seu PIB com quase 4% do seu crescimento estimado. O setor produtivo avança, poderia avançar mais, sim”, comentou.

Segundo Doria, o Brasil já é uma referência em transição energética. “Temos as melhores matrizes energéticas do mundo. Teremos oportunidade de expor isso em grande escala na COP 30, em novembro, que ocorrerá em Belém do Pará. Espero também que na COP 30 o sentimento seja mais técnico e focado no papel do Brasil na questão ambiental”, ressaltou.

O empresário Paulo Octávio, presidente do LIDE Brasília, enfatizou sobre o cenário econômico e desafiador do Brasil em 2025. “Nós vimos que o Brasil cresceu 3,4% em 2024, mas a expectativa para 2025 não é tão positiva. A expectativa hoje é de um crescimento menor por vários fatores, dentre eles a questão dos juros que estão chegando a 15%, 20%. Isso praticamente impossibilita o empresário de criar novas atividades e de investir em novos negócios”, explicou.

Participaram do evento Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF, Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, Helder Barbalho (MDB), governador do Pará, Tereza Cristina (PP), senadora, Eunício Oliveira (MDB), deputado federal, João Doria, co-chairman do LIDE Global, Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília (BRB), Isaac Sidney, presidente da Febraban, Paulo Octávio, presidente do LIDE Brasília e Patrícia Iglecias, professora e superintendente de Gestão Ambiental da Universidade de São Paulo (USP).

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado