Mariana Sacramento com agências
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Dando sequência a uma extensa agenda iniciada desde que assumiu o comando do GDF, o governador em exercício, Paulo Octávio (DEM), pediu um estudo sobre as empresas investigadas na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal que têm contratos com o governo. Segundo ele – que ontem visitou o Hospital de Base de Brasília – não seria “conveniente” seguir com algum projeto com empresas que não passaram por licitação. “Contratos sem licitação serão cancelados”, garantiu.
Paulo Octávio disse que pediu ao secretário de Planejamento que fizesse um estudo sobre todas as citações de empresas dentro desse processo que ocorre no STJ para avaliar caso a caso. O que tem licitação, o que não tem licitação. “A princípio, seria conveniente não prosseguir com nenhum projeto em execução com empresas que não participaram do processo licitatório”, afirmou.
O governador em exercício reforçou que não sairá candidato em 2010 e se colocou como facilitador administrativo neste momento político difícil e “nervoso” que atinge o Distrito Federal. “Eu sempre sonhei em minha vida em um dia ser o governador de Brasília, mas não nessas condições. Eu não quero me furtar do papel que me foi designado pela população de Brasília. Nem que para isso seja preciso sair do Democratas”, destacou.
O governador interino classificou a possível intervenção no DF, pedida pela Procuradoria-Geral da República, como um “golpe à emancipação política de Brasília.” “Nós temos uma intervenção que está nos ameaçando. Isso pode significar um golpe à emancipação política de Brasília. Então nós temos que ter seriedade no momento”, disse.
Paulo Octávio afirmou, ainda, que vai conversar com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que informou à imprensa que vai solicitar à direção nacional do partido seu desligamento a dissolução do diretório regional da legenda. “Espero que isso não aconteça (desfiliação). Vou falar com o senador Demóstenes porque tenho apreço pelo partido.”
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