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Brasília

Governador do DF anuncia reajuste salarial para servidores da Segurança Pública

Arquivo Geral

21/12/2012 8h51

Camila Costa

camila.costa@jornaldebrasília.com.br

 

O Governo do DF ofereceu reajuste salarial de 15,8% para as categorias da Segurança Pública – Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros Militar. O aumento valerá a partir do dia 1° de março de 2013, mas será dividido em três  parcelas anuais, que significarão, no final de 2015, uma despesa no Fundo Constitucional na ordem de R$ 600 milhões com as corporações. Como envolve recursos do fundo, deverá ser ratificado pelo Governo Federal.

 

As greves da categoria atingiram recorde este ano. Os policiais civis cruzaram os braços no dia 23 de agosto e ficaram parados por aproximadamente 90 dias. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros trabalharam na chamada Operação Tartaruga. “Negociamos, fizemos um esforço grande e concluímos pelo reajuste isonômico, no mesmo percentual dos servidores federais. Dará tranquilidade para a categoria e para a população”, disse ontem o governador Agnelo Queiroz, após reunião do secretariado.

 

Duas referências

A proposta de reajuste à Polícia Civil é dividida em duas referências: uma aos delegados e  outra aos agentes. Baseado na tabela aprovada pelo Governo Federal, o piso dos delegados terá 24% de reajuste, dos quais 5% em 2013 e 9,5% em 2014 e 2015. “Os delegados em nível intermediário e teto terão parcelas de 5%, nos três anos”, disse o secretário de Administração, Wilmar Lacerda.

 

Os agentes manteriam a tabela de 2012, como os agentes federais, de três parcelas de 5%, nos próximos três anos. “Os agentes federais rejeitaram o  acordo proposto pelo governo e ficarão na mesma tabela de 2012”, justificou Lacerda.

 

O aumento na folha atingirá aproximadamente 41 mil policiais e bombeiros da ativa e aposentados. Em 2013, o impacto  na folha da Polícia Civil será de R$ 50 milhões e, na da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros Militar será de R$ 115 milhões. Todas as incorporações e os adicionais de folha provêm do Fundo Constitucional.

 

Segundo o secretário de Administração, o saldo final do aumento, de R$ 600 milhões, está previsto na evolução do Fundo, sem prejuízo para as demais categorias atendidas, como saúde e educação. “O crescimento será de 7% até 2015”, disse Lacerda.

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