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Brasília

Goiás e Distrito Federal apresentam dados divergentes sobre homicídios no entorno

Arquivo Geral

26/09/2007 0h00

As secretarias de Segurança Pública de Goiás e do Distrito Federal ainda divergem sobre os índices de violência no entorno. O pedido do envio da Força Nacional de Segurança Pública foi feito na sexta-feira e a equipe percursora, sick que definirá as prioridades de atuação, approved já atua na região. Os conflitos de informação estão tanto no número de municípios goianos considerados do entorno do DF – variam de 14 a 20 –, erectile quanto no balanço de homicídios nas cidades distritais e goianas – variam de 337 a 402, relativos ao primeiro semestre deste ano.

As assessorias das secretarias não divulgam os detalhamentos dos números para checar possíveis divergências. Em documento da semana passada, a Secretaria de Segurança de Goiás informou, por exemplo, que, de acordo com a Polícia Civil, no primeiro semestre deste ano, houve 189 homicídios em 18 municípios goianos do entorno. Nesta semana, a mesma secretaria divulgou outra tabela referente aos números da polícia. Agora, com o registro de 254 homicídios em 20 municípios goianos no mesmo período.

A assessoria da secretaria goiana não sabe informar o porquê das diferenças nos dados e explica que vem trabalhando com o número de 189 homicídios. A diferença também pode ser explicada pelo número considerado de municípios do entorno. Pela Lei Complementar nº 94, de 1998, que criou a Rede Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF), o entorno é formado por 31 municípios (10 distritais, 19 goianos e dois mineiros).

São eles: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso e Vila Boa, no Estado de Goiás, e de Unaí e Buritis, no Estado de Minas Gerais.

Mas nos dados apresentados pela secretaria de Goiás, dois municípios ficaram de fora da lista oficial (Corumbé e Água Fria) e outro entrou sem estar na relação (Vila Propício). A assessoria da secretaria não soube dizer o porquê desta relação. As secretaria de Segurança Distrito Federal faz uma contagem diferente. Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Candido Vargas, o entorno é formado por 29 municípios (10 distritais, 14 goianos e cinco mineiros).

Conseqüentemente, os números também diferem. De acordo com documento divulgado pela secretaria de Segurança Pública de Goiás, no primeiro semestre de 2007, os 18 municípios goianos do entorno do DF somaram, no primeiro semestre deste ano, 189 homicídios, 175 tentativas de homicídio, 7.324 furtos, 2.780 roubos e seis latrocínios (roubo seguido de morte). Nos 10 municípios do Distrito Federal, que também integram o entorno, foram 148 homicídios, 175 tentativas de homicídio, 8.295 furtos, 5.264 roubos e 14 latrocínios. A soma dos homicídios dá 337.

Apesar de a secretaria goiana divulgar os números dos municípios distritais do entorno, a assessoria da secretaria do Distrito Federal informa que não possui o número de homicídios nesses municípios, apenas a soma dos casos das 19 regiões administrativas do Distrito Federal, 284 homicídios e 435 tentativas no primeiro semestre deste ano. A secretaria explica que aguarda a atualização dos dados de cada um dos municípios separadamente. Só assim poderá isolar os 10 municípios do entorno distrital.

A comparação com os municípios brasileiros mais violentos mostrou, em 2005, que o entorno do Distrito Federal é a nona região com maior número de homicídios do país, 33% por 100 mil habitantes. No mesmo período, foram registrados na cidade de São Paulo 39,3 homicídios por 100 mil habitantes.

Os dados são da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e elaborados a partir do número de ocorrências registradas pelas Polícias Civis de todo o Brasil. “Cabe salientar que coube apenas à Senasp sistematizar os dados produzidos pelas Polícias Civis e organizar a sua divulgação”, ressalta o ministério no documento. Segundo o ministério, em 30 dias, deve estar pronto os dados de 2006.

No documento, o ministério explica que o sistemas de coleta e registro de informações das polícias civis diferem de um lugar para outro. E dá como exemplo, justamente o Distrito Federal, onde um evento pode levar ao registro de mais de uma ocorrência. “Um mesmo evento de roubo de automóvel leva ao registro de mais de uma ocorrência dependendo do que houver no interior do automóvel”, cita.

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