O Distrito Federal ganhará mais um importante equipamento público voltado à proteção das mulheres. Nesta sexta-feira (11), a governadora em exercício, Celina Leão, assinou o contrato de cessão gratuita de um terreno da União para a construção da segunda unidade da Casa da Mulher Brasileira (CMB), que será instalada na Asa Sul. A área, de mais de 10 mil metros quadrados, foi cedida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e está localizada na SGAS 903.
Durante a solenidade de assinatura, Celina destacou o simbolismo da nova unidade em pleno centro da capital federal. “A construção da Casa da Mulher Brasileira no coração de Brasília é um símbolo da prioridade que damos à vida, à dignidade e à proteção das mulheres. Esse espaço será referência em acolhimento e garantia de direitos, reunindo, em um só lugar, tudo o que uma mulher em situação de violência precisa para recomeçar”, afirmou.
A estrutura seguirá o modelo da unidade de Ceilândia, atualmente em funcionamento, com serviços integrados como Delegacia da Mulher, Juizado Especial, Defensoria Pública, acolhimento de passagem, brinquedoteca, capacitação profissional, além de orientação psicológica, social e jurídica. O terreno, avaliado em mais de R$ 27 milhões, foi cedido por dez anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. A previsão é que as obras comecem em 2026, após a finalização dos trâmites de licenciamento e elaboração do projeto executivo.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, comemorou o avanço e reforçou o compromisso do GDF com a ampliação da rede de proteção. “Já somamos 31 espaços públicos de acolhimento, proteção e capacitação profissional. A nova Casa da Mulher Brasileira vai somar muito na nossa rede, é um grande avanço para garantir que nenhuma mulher esteja sozinha”, afirmou.
Além das duas unidades da CMB, o Distrito Federal conta com quatro postos do Centro de Referência da Mulher Brasileira, instalados em São Sebastião, Sobradinho II, Recanto das Emas e Sol Nascente/Pôr do Sol. A expectativa é que o novo espaço na Asa Sul funcione como referência regional no atendimento humanizado e especializado às mulheres em situação de violência.
Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)