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Brasília

GDF quer usar terrenos nobres e industriais para reforçar o caixa do BRB

Projeto foi enviado à Câmara Legislativa na sexta-feira (20) e, segundo distritais, sem o conhecimento da base

Suzano Almeida

21/02/2026 9h53

Foto: Divulgação/BRB

Foto: Divulgação/BRB

Após quase 24 horas, deputados distritais, enfim, tiveram acesso ao projeto de lei do Governo do Distrito Federal enviou para injetar patrimônio no Banco de Brasília (BRB), após a compra de títulos podres do Banco Master, por meio da comercialização de imóveis públicos. A proposta autoriza o banco a vender, alugar ou criar fundos de investimento com terrenos estratégicos no SIA, Lago Sul, Taguatinga e Guará. O objetivo é garantir que a instituição cumpra as exigências do Banco Central e tenha mais fôlego para oferecer crédito e financiar políticas públicas.

​A medida permite que o GDF transfira terrenos da Terracap e da Novacap diretamente para o banco. Com isso, o BRB poderá transformar esses ativos em dinheiro vivo ou em garantias financeiras, assegurando sua solidez e capacidade de investimento na economia local.

Os terrenos que poderão ser comercializados serão:

​Brasília e Áreas Industriais (SIA/SAIN):
• ​SIA: Diversos lotes na Quadra 04 e áreas de serviço público (Lotes I e G).
• ​SAI/Norte: Área ocupada pela Polícia Militar.
• ​SAIN (Asa Norte): Terreno destinado à CEB.
• ​SMAS (Setor de Múltiplas Atividades Sul): Lote no Trecho 3.
Zonas Nobres e de Expansão:
• ​Lago Sul: SHIS QL 9, Lote B.
• ​Tororó: Áreas isoladas em Santa Bárbara e na região da Papuda.
Cidades Satélites (Guará e Taguatinga):
• ​Taguatinga: Lote no Centro Metropolitano (Quadra 03).
• ​Guará: Áreas 29 e 30 no Parque do Guará e Lote B no SIA/Sul.

Com o patrimônio reforçado, o BRB poderá emprestar mais dinheiro para empresas e cidadãos do DF. O governo espera ainda, com a venda ou exploração dessas áreas atrair novos shoppings, prédios comerciais e complexos logísticos.

Segundo a proposta, o banco ficará protegido contra crises, causada pela compra de.titulos do banco Master, mantendo-se dentro das regras rigorosas do Sistema Financeiro Nacional.

Por fim, o Poder Executivo local afirma que as áreas hoje paradas ou destinadas apenas a órgãos públicos passam a ter potencial de uso comercial e habitacional.

Oposição

Decano da Câmara Legislativa, o distrital Chico Vigilante (PT) protestou contra a matéria que deve ser lida em plenário na terça-feira (24). “O governo está querendo vender o.que não é dele.”

Deputados da base reclamaram que somente depois de saberem pela imprensa é que foram informados sobre as intenções do governo. “Só ficamos sabendo que o governo vai conversar com a gente na segunda”, reclamou o parlamentar que não quis se identificar.

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