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Brasília

GDF quer ampliar fiscalização no Lago

Arquivo Geral

24/05/2010 9h49

“Muito barco para pouco lago”. A frase do governador Rogério Rosso demonstra sua preocupação com a necessidade de melhorar a fiscalização e controle das embarcações que navegam no Lago Paranoá. O governador passou toda a manhã e o início da tarde de ontem acompanhando o trabalho do Corpo de Bombeiros na busca pelas duas jovens que estão desaparecidas desde a madrugada de sábado.
Rogério Rosso ressalta que a busca pelas irmãs Liliane, 18 anos, e Juliana Queiroz Lira, 21, é a prioridade do momento. As irmãs estavam em uma embarcação com capacidade para seis pessoas, junto com outros nove jovens, que naufragou. Desses, dois nadaram até as margens do lago e os outros foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e levados para o Hospital Regional da Asa Norte ainda na madrugada de sábado. Até o fechamento dessa edição, a embarcação também não havia sido encontrada.
Durante toda a manhã o governador discutiu com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar (PM) medidas que podem ser adotadas para melhorar o controle do tráfego aquático em Brasília. Chegou-se a cogitar a possibilidade de firmar um convênio com a Marinha para que as duas corporações militares também possam efetuar a fiscalização das embarcações que navegam no Lago Paranoá. Atualmente, por legislação, essa tarefa compete somente à Marinha brasileira.
Segundo o governador, nas outras regiões do Brasil, as embarcações informam às capitanias da Marinha o número de tripulantes e a rota, coisa que não acontece na capital. No início da tarde, o governador se reuniu, em uma embarcação da PM, com autoridades das três forças interessadas (Corpo de Bombeiro, Marinha e PM) para conversar sobre o convênio, que não foi assinado.
Efetivo suficiente
Para o delegado fluvial da Marinha, Rogério Leite, a equipe de fiscalização, que conta com 26 militares e sete embarcações, é suficiente para dar conta da demanda no Lago Paranoá. “Um ponto que  enfatiza essa competência é a pouca ocorrência de acidentes com embarcações no lago. A média é de apenas dois por ano”, ressalta.
Mas, a ideia de se firmar um convênio ainda não foi descartada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). “Nossa prioridade no momento são as buscas pelas jovens desaparecidas, e a reunião teve esse assunto como pauta principal. Mas Brasília precisa de um plano de gerenciamento do uso do lago e, se for para melhorar a segurança, precisamos enfrentar até a legislação”, disse o governador.

 

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