Maria do Socorro de Lima, moradora da Vila Buritis em Planaltina, respira aliviada a cada liberação do crédito do Cartão Gás. O benefício de R$ 100 a cada dois meses permite que ela, o marido e a filha Ana Clara, de 19 anos, mantenham o sustento da casa sem priorizar despesas. A família, cuja renda vem de bicos de ajudante de pedreiro do esposo e do Benefício de Prestação Continuada recebido pela filha com autismo, prepara refeições simples, como cuscuz no café da manhã e macarrão no jantar. Antes do programa, economizavam intensamente para comprar o gás.
O Cartão Gás, lançado em agosto de 2021 como medida emergencial para enfrentar as consequências da pandemia de covid-19, se tornou uma política contínua de apoio a famílias em vulnerabilidade social. Desde então, o Governo do Distrito Federal investiu mais de R$ 167 milhões no programa, que já beneficiou 1.672.923 famílias em todo o DF.
Gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o programa oferece um crédito bimestral de R$ 100 para a compra de botijões de gás liquefeito de petróleo de 13 kg. A iniciativa combate a pobreza e a fome, garantindo acesso seguro e digno à preparação de alimentos, evitando o uso de lenha ou carvão.
“O Cartão Gás atua tanto no combate à pobreza quanto no enfrentamento da fome”, explica o subsecretário de Assistência Social, Coracy Chavante. Ele destaca que, para famílias em situação grave de vulnerabilidade, o benefício assegura o acesso ao gás e complementa outros programas de transferência de renda do DF.
A concessão é automática, baseada nos dados do Cadastro Único, sem necessidade de solicitação. As famílias devem estar cadastradas no Cadastro Único do DF e cumprir os critérios do programa, selecionados pela Sedes-DF, que também credencia as empresas participantes.
Com informações da Agência Brasília