O Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Instituto Oca do Sol, iniciou na quarta-feira (21) o plantio de 22 mil mudas de espécies nativas do Cerrado na Serrinha do Paranoá. A iniciativa faz parte do Plano de Recomposição Vegetal da região e tem como objetivo principal proteger 119 nascentes mapeadas, recompor a vegetação local e contribuir para a segurança hídrica do Distrito Federal.
A ação resulta de um convênio entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), o MIDR, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), e o Instituto Oca do Sol. O projeto é dividido em duas etapas: a primeira, um diagnóstico socioambiental que identificou as nascentes e avaliou sua condição, e a segunda, dedicada ao plantio e manutenção. Das 119 nascentes, 78 necessitam de ações diretas de recuperação.
As mudas, produzidas na Granja do Ipê pela Seagri-DF, serão plantadas em áreas estratégicas durante o período chuvoso, favorecendo seu desenvolvimento. Além do plantio, o projeto inclui cercamento de áreas, controle de pragas como formigas, adubação, implantação de aceiros para prevenção de incêndios e monitoramento por 24 meses para garantir a fixação das árvores.
“Essa é uma ação extremamente importante para o Distrito Federal”, destacou o secretário Rafael Bueno. Ele enfatizou que o projeto beneficia produtores rurais da Serrinha do Paranoá, o Lago Paranoá e o abastecimento hídrico geral da capital. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, reforçou a relevância da região, que abriga dez núcleos rurais e é essencial para o abastecimento do Lago Paranoá.
O diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas da SNSH, Nelton Miguel Friedrich, celebrou a parceria integrada entre entes federativos, descrevendo a Serrinha como uma área que precisa se tornar um exemplo de sustentabilidade, integrando aspectos econômicos, sociais, ambientais e culturais. A presidente do Instituto Oca do Sol, Sol Udry, defendeu a importância do trabalho para evitar a erosão e a superurbanização, acelerando a identidade da região como produtora de água.
Maria Consolacion Fernandez, do Instituto Oca do Sol, observou que a iniciativa avança um trabalho iniciado em 2015 com a tecnologia social Guardiões das Nascentes, que identificou mais de 100 nascentes. O projeto também prevê ações de educação ambiental para garantir a continuidade e os resultados duradouros na proteção dos recursos hídricos, beneficiando os nove córregos locais e a população de Brasília. As informações foram retiradas do Governo Federal.