Carla Rodrigues
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Tanto o governador Rodrigo Rollemberg quanto a direção do Sindicato dos Professores (Sinpro) asseguram que houve avanços na negociação. No entanto, depois de duas horas de reunião no Salão Nobre do Palácio Buriti na noite desta quarta (11), os detalhes da conversa não foram revelados. As propostas serão levadas nesta quinta (12) à categoria, em nova assembleia às 9h30.
“Depois de longo tempo de debate, conseguimos avançar em alguns pontos, embora o ponto financeiro continue como estava, mas tivemos avanços”, disse a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa. De acordo com ela, na prática, o que se colocou na mesa de negociação é a “disposição do governo em discutir uma recomposição de calendário”.
“Diálogo positivo”
Porém, enquanto a representante da categoria diz que o futuro da greve é incerto, o governador assegura: “Eu diria que foi um diálogo positivo e tenho convicção de que a proposta será bem aceita pela categoria e é claro que ela está condicionada ao encerramento amanhã da greve”, disse Rollemberg, ressaltando a participação do presidente da OAB-DF na reunião, Ibaneis Rocha, de membros da a Comissão de Justiça de Paz da Arquidiocese de Brasília e de docentes da Universidade de Brasília (UnB).
A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, também participou do encontro, além de outros deputados.
Foi, inclusive, a pedido dos convidados da reunião que governo e Sinpro se concentraram na pauta de negociação e não nos desdobramentos da greve. “O que eu vejo aqui na mesa até o momento é que tem duas posições muito colocadas e que, se continuarmos nesse caminhar, não chegaremos a nenhum tipo de acordo”, ponderou o presidente da OAB- DF, Ibaneis Rocha.
Portas fechadas
Depois das colocações, Rollemberg decidiu ouvir a sugestão do deputado distrital Chico Vigilante (PT), que pediu aos envolvidos para se reunirem a sós, no gabinete do governador.
Antes, as discussões governo- Sinpro concentravam-se na questão da legalidade da paralisação. Inclusive, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TDFT), decidiu, ainda hoje, manter a ilegalidade das greves da educação e da saúde.
Com isso, os sindicatos grevistas continuariam pagando multa de R$ 400 mil e R$ 300 mil por cada dia parado. Dinheiro que, se cobrado e pago, “destrói o Sinpro”, salientou o diretor do sindicato, Washington Dourado.