Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasília

GDF assina acordo para novo hospital

Unidade hospitalar terá capacidade para 400 leitos e construção é exigência para reabertura do comércio

O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-DF) fecharam parceria e assinam hoje, às 10h, o acordo para a construção de um hospital de campanha com 400 leitos, sendo 360 intensivos e 40 semi-intensivos. Assim, comerciários e a população de baixa renda terão mais uma opção de tratamento dos casos sintomáticos e confirmados de covid-19.

A iniciativa cumpre um dos requisitos impostos pela Justiça para a retomada das atividades não-essenciais. Antes prevista para 3 de maio, foi postergada pelo próprio Buriti para 11 do mesmo mês. Na semana passada, a juíza Kátia Balbino de Carvalho, titular da 3ª Vara Cível, sustou o afrouxamento das medidas no DF.

Deste modo, com as exigências cumpridas, a Fecomércio-DF e o GDF estão confiantes de que o comércio reabra na próxima segunda-feira (18), como está previsto em decreto oficial do DF. “Será um hospital voltado para o comerciário e para a população de baixa renda. A estrutura segue exigência da juíza federal”, informa o presidente da Federação, Francisco Maia.

Tanto o Serviço Social do Comércio (Sesc) nacional quanto o regional estão envolvidos na construção do hospital provisório, cabendo ao segundo a gestão do equipamento. O local da empreitada será definido na manhã de hoje, em reunião na sede do governo distrital. Segundo a Fecomércio-DF, o ministro da Saúde, Nelson Teich, comparecerá à reunião no Buriti.
A unidade foi prometida ao governo local pela Fecomércio no dia 7 de maio, como forma de viabilizar a retomada das atividades econômicas na cidade. Mesmo assim, a Fecomércio não estabelece uma data para dar início à obra. O DF é a 6ª unidade da federação que mais arrecada contribuições para o sistema CNC.

Esforço para reabertura

De acordo com a Fecomércio, a previsão é de aconteçam 20 mil demissões no setor de comércio e serviços nos próximos dias. Com relação à arrecadação, a perda já é sentida. O Governo do Distrito Federal estima que a frustração de receita com o Imposto de Circulação de Mercadoria (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS) este ano, devido a pandemia do coronavírus, será de R$ 1,39 bilhão. A estimativa inicial da Lei Orçamentária Anual de 2020, aprovada pela Câmara Legislativa (CLDF), era de que a cidade deveria arrecadar R$ 8,7 bilhões de ICMS e R$ 2 bilhões de ISS. Numa reestimativa realizada no início de abril, os técnicos da Secretaria da Economia esperam que a arrecadação dos dois impostos seja de R$ 7,6 bilhões e de R$ 1,8 bilhão, respectivamente.

O comércio do DF teve as portas fechadas no dia 19 março. Desde então muitas micro e pequenas empresas já quebraram e não reabrirão quando for autorizado. De acordo com a Secretaria de Economia do DF, os setores de comércio e serviços perdem em média R$ 2,2 bilhões por mês de faturamento enquanto estão com as portas fechadas. O próprio Francisco Maia lembra que somente em março, quatro mil empregos foram perdidos na cidade.






Você pode gostar