Mariana Laboissière
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Se por um lado o temido reajuste no preço das passagens do transporte coletivo no Distrito Federal – em função do deficit de 28,11% alegado pelos empresários – foi descartado após auditoria realizada pelo GDF, por outro ele foi novamente cogitado pelo governador Rogério Rosso. Mais uma vez, a culpa é dos gastos com o passe livre estudantil, tendo em vista o baixo orçamento do governo destinado para este fim.
Durante entrevista coletiva realizada na manhã de ontem, na Residência Oficial em Águas Claras, Rosso adiantou que até o dia 30 de julho ele terá que decidir se irá ou não sancionar o projeto substitutivo do passe livre, aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A proposta determina recargas automáticas de cartões e não se atem a um limitador social para definir os beneficiados – como era a intenção do governador. Ela prevê ainda que o governo, que hoje subsidia 100% dos custos, arque com apenas um terço do valor das passagens dos estudantes, enquanto os dois terços restantes fiquem a cargo das empresas, ou seja dos usuários.
“Independentemente do número de usuários, a pressão tarifária a qual chegamos é de 4% a 5%. Ou seja, nós vamos sancionar uma lei que, de um lado, pode aumentar a tarifa permanente e, de outro, avança em vários pontos, como no que se refere ao cadastro das empresas. O objetivo é que ele seja feito pelo GDF”, justificou Rosso.
O governo aposta ainda em dobrar a oferta de lugares no metrô do Distrito Federal. Para isso, Rogério Rosso enfatiza ter garantido recursos para a compra dos 12 novos trens – com quatro vagões cada. “Até o início do ano que vem vamos dobrar a quantidade de passageiros transportados no metrô”, explicou.
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