Eric Zambon
eric.zambon@grupojbr.com
O esforço do Governo de Brasília para apoiar os blocos de rua do Carnaval do DF funcionou até certo ponto. Ontem, o tradicional Galinho, inspirado no evento homônimo de Recife (PE), foi às redes sociais pedir ajuda dos foliões para sair em 2018.
O fundador e presidente do Conselho Deliberativo do bloco, Romildo de Carvalho Júnior, afirma que o aporte do governo ajudou a conseguir trios elétricos e prover parte da logística da festa, mas não basta. “Nossa ideia é levar uma coisa profissional e tradicional, com bonequeiros, passistas, alimentação etc.”, explica.
Segundo ele, trazer artistas de Recife é uma operação cara, pois uma orquestra de frevo, por exemplo, significaria a compra de pelo menos 25 passagens e 25 hospeda gens, fora o cachê.
Assim, Romildo espera que o folião entusiasmado com o Galinho doe o quanto puder para manter o evento no calendário. Para que o bloco saia, é necessário arrecadar pelo menos R$ 80 mil, mas o ideal é obter o dobro.
O diretor do Galinho não culpa o Governo de Brasília pela situação, mas pede que haja mais proatividade da Secretaria de Cultura do DF. Para ele, o Carnaval de rua do próximo ano tem de começar a ser discutido tão logo o de 2018 se encerre, e deve haver maior esforço para atrair a iniciativa privada – atualmente, apenas a Ambev oferece apoio relevante.
“O Galinho, por exemplo, emprega 400 pessoas. Com todos os blocos tradicionais, é um universo de 2,5 mil a 3 mil pessoas empregadas. Então existe um fator de interesse econômico nisso também”, salienta Romildo.
Apesar de o governo ter dobrado o investimento no Carnaval da cidade, liberando R$ 5 milhões, o Galinho é o segundo bloco de peso com problemas financeiros declarados. Há cerca de duas semanas, o divertido Babydoll de Nylon anunciou sua ausência da festa em 2018. Segundo seus organizadores, por problemas com a Secretaria e na obtenção de patrocínios.
Conforme a pasta, todo o dinheiro para os blocos foi convertido em infraestrutura para os eventos, com equipamentos de som e iluminação, palcos, banheiros químicos, UTI Móvel e brigadistas, dentre outras coisas. E acrescentou que, apenas para os blocos tradicionais foram destinados R$ 1,4 milhão, rateados entre os oito integrantes da Liga. Como complemento, a Ambev e parceiros disponibilizaram mais R$ 1,4 milhão e, na semana passada, teria oferecido mais R$ 200 mil aos blocos tradicionais.
Para ajudar o Galinho
As contas são:
BRB Banco: 070 Agência: 214 Conta Corrente: 017.422-9
Caixa Banco: 104 Ag: 0007 Conta: 4327-6 CNPJ: 37.138.385/0001-68